O Instituto Adolfo Lutz, órgão de referência em saúde pública no estado de São Paulo, confirmou nesta segunda-feira (4) a detecção de dois casos da nova variante do coronavírus (B.1.1.7) no estado de São Paulo.

A variante, inicialmente identificada no Reino Unido, possui maior transmissibilidade, o que acendeu alerta nas autoridades sanitárias. A confirmação se deu por sequenciamento genético realizado pelo instituto.

Os pacientes, um homem e uma mulher, apresentaram sintomas leves da doença e foram orientados a cumprir isolamento domiciliar, sendo monitorados pelas equipes de vigilância epidemiológica municipais. O rastreamento de contatos próximos já está em andamento para conter a disseminação da nova cepa no território paulista.

A linhagem B.1.1.7 foi classificada pela Organização Mundial da Saúde como uma "variante de preocupação" devido às evidências de aumento da transmissibilidade. Desde sua descoberta, dezenas de países reportaram casos, o que levou laboratórios ao redor do mundo a intensificar o sequenciamento genômico para monitorar mutações. No Brasil, a Rede de Vigilância Genômica, composta por instituições como o Instituto Adolfo Lutz, Fiocruz e Instituto Butantan, atua na identificação de novas linhagens em circulação.

Diante da confirmação em São Paulo, a Secretaria Estadual de Saúde reforçou as recomendações para viajantes procedentes do exterior e ampliou a testagem de casos suspeitos. O Instituto Adolfo Lutz segue analisando amostras de diferentes regiões para avaliar a propagação da variante. As autoridades orientam a população a manter o uso de máscaras, o distanciamento social e a higienização das mãos como medidas essenciais para conter o avanço da Covid-19, enquanto a campanha de vacinação prossegue no país.