O Irã retomou o enriquecimento de urânio a 20% em uma instalação nuclear subterrânea, anunciou Teerã nesta segunda-feira, rompendo de novo o acordo nuclear de 2015 com grandes potências mundiais.

O acordo nuclear com o Irã foi assinado em julho de 2015, após quase 20 meses de negociações, entre o governo da República Islâmica e um grupo de potências internacionais, liderado pelos EUA. O chamado grupo P5+1 aceitou encerrar as sanções ligadas ao programa nuclear iraniano em troca de seu desmantelamento.

O principal objetivo do acordo era estender o tempo que o Irã precisaria para produzir material físsil suficiente para uma bomba nuclear.

“Há poucos minutos, o processo de produção de urânio enriquecido a 20% começou no complexo de enriquecimento de Fordow”, anunciou o porta-voz do governo iraniano, Ali Rabeie, na mídia estatal.

“O processo de injeção de gás nas centrífugas começou há algumas horas e o primeiro produto do hexafluoreto de urânio gasoso estará disponível em algumas horas”, afirmou o porta-voz.

Para produzir armas nucleares, o urânio enriquecido precisa chegar a 90%. A lei tem o objetivo de aumentar o enriquecimento para pressionar a Europa a aliviar as sanções ao país e também o presidente eleito dos EUA. Também nesta segunda-feira, a Guarda Revolucionária do Irã capturou um petroleiro com bandeira da Coreia do Sul no estreito de Hormuz, entre os golfos pérsico e de Omã. Segundo a imprensa iraniana, o navio foi transferido para os portos do país “Por contaminação petroleira e riscos para o meio ambiente”.

Nos últimos meses, o Irã aumentou a pressão sobre o país para desbloquear cerca de US$ 7 bilhões em ativos das vendas de petróleo.

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Originalmente Publicado: 4 de Janeiro de 2021 às 12:10

Fonte: Globo