Após a notícia de que a Índia vai proibir a exportação de doses da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, a Fiocruz afirmou hoje que o Ministério das Relações Exteriores está frente das negociações para importar doses prontas da vacina da Índia.

No último sábado, o Instituto Serum, fabricante indiano contratado para produzir 1 bilhão de doses da vacina AstraZeneca para países em desenvolvimento, informou que o governo vai vetar a exportação de doses da vacina.

Segundo o presidente do Instituto Serum, Adar Poonawalla, a proibição de venda internacional foi uma das condições para que a AstraZeneca recebesse autorização de emergência na Índia -assim, o governo quer garantir ao menos 100 milhões de doses para vacinar os grupos prioritários.

O plano da Fiocruz conseguir a importação de 2 milhões de doses prontas da vacina AstraZeneca da Índia, o que permitiria antecipar para janeiro o calendário de imunização no Brasil.

O laboratório brasileiro também quer produzir doses, mas o primeiro lote deve ficar pronto apenas em fevereiro.

Na noite de hoje, a Anvisa divulgou que fez uma reunião com integrantes da Precisa Farmacêutica Ltda, que representa no Brasil a empresa Bharat Biotech, farmacêutica responsável por outro imunizante aprovado na Índia contra a covid-19.

Sem isso, a aprovação só pode ser solicitada para uso definitivo, o que também não ocorreu ainda, de acordo com a agência.

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Originalmente Publicado: 4 de Janeiro de 2021 às 19:28

Fonte: Uol.com.br