O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, confirmou que o Ministério da Saúde comprará toda a produção da vacina Coronavac. A declaração foi feita em coletiva de imprensa no dia 10 de janeiro de 2021, marcando um passo importante no combate à pandemia de Covid-19 no Brasil.
A Coronavac, desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, foi a primeira vacina a ser aplicada no país após autorização emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O acordo entre o governo federal e o Butantan previa a aquisição de todas as doses produzidas, garantindo o abastecimento do Programa Nacional de Imunização.
Na ocasião, o Brasil enfrentava uma das piores fases da pandemia, com alta taxa de contágio e mortes. A compra da Coronavac representou um alívio para o sistema de saúde, permitindo o início da campanha de vacinação em massa. O Instituto Butantan comprometeu-se a entregar as doses conforme a produção, que era escalonada.
A confirmação de Dimas Covas ocorreu em meio a negociações intensas entre o governo e o instituto, que já havia realizado testes clínicos e obtido aprovação para uso emergencial. A aquisição total da produção foi vista como uma medida estratégica para assegurar a imunização da população brasileira.
O Instituto Butantan é um centro de pesquisa biomédica ligado ao governo do estado de São Paulo, responsável pela produção de imunobiológicos. A Coronavac foi fundamental para o plano de vacinação brasileiro, sendo uma das primeiras vacinas disponíveis no país.