Em 13 de janeiro de 2021, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac, durante entrevista ao Jornal Extra. Bolsonaro ironizou os índices de eficácia divulgados pelo laboratório, mas afirmou que o governo federal está disposto a comprar qualquer vacina contra a Covid-19 que receba aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A declaração ocorre em meio à corrida global por imunização contra a pandemia, quando o Brasil enfrentava alta de casos e mortes. Bolsonaro disse que a eficácia da CoronaVac era baixa, mas que o governo não faria "ideologia" e adquiriria o imunizante se aprovado.

A fala gerou reações tanto de aliados quanto de críticos. Enquanto apoiadores elogiaram a postura do presidente por não se comprometer com uma vacina específica, especialistas em saúde pública destacaram a importância de todas as vacinas aprovadas, inclusive a CoronaVac, que já era utilizada em outros países.

O Instituto Butantan, responsável pela produção da CoronaVac no Brasil, já havia firmado acordo com o governo de São Paulo para fornecer doses. Na época, a vacina chinesa era uma das principais esperanças para o programa nacional de imunização.

O presidente, no entanto, sempre demonstrou ceticismo em relação à vacina, alinhando-se a posições políticas que questionavam os ensaios clínicos e a diplomacia com a China. Apesar das críticas, o governo federal acabou adquirindo doses da CoronaVac posteriormente, após a aprovação emergencial da Anvisa.