CoronaVac foi testada em voluntários de estudo no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, SP - Foto: Reprodução/EPTV. A farmacêutica chinesa Sinovac Biotech defendeu nesta quarta-feira a segurança e a eficácia da CoronaVac, um dia após o Instituto Butantan divulgar que a eficácia da vacina contra a Covid-19 de 50,38%, muito menor do que foi inicialmente anunciado e do reportado em outros países.

A notícia levou Malásia e Singapura, que têm acordos de compra com a Sinovac, a afirmar que buscariam mais dados da empresa chinesa sobre as taxas de eficácia.

“Os resultados dos testes clínicos de fase 3 são suficientes para provar que a segurança e eficácia da vacina CoronaVac são boas em todo o mundo”, afirmou o presidente da Sinovac Biotech, Yin Weidong, em entrevista coletiva.

Antes de revelar a eficácia de 50,38% da CoronaVac no Brasil, o Instituto Butantan divulgou que a vacina mostrou eficácia de 78% contra casos “Leves” e de 100% de eficácia contra casos “Graves”.

As divulgações parciais dos testes da Sinovac e estudos de outras vacinas chinesas têm levantado preocupações de que elas não estão sujeitas ao mesmo escrutínio público que as alternativas americanas e europeias.

A Malásia informou nesta quarta que só vai seguir em frente com a compra da CoronaVac se a vacina cumprir os padrões de segurança e eficácia dos reguladores locais.

A Tailândia, que encomendou 2 milhões de doses da CoronaVac, afirmou que ainda está a caminho de receber e aplicar a vacina a partir de fevereiro, mas acrescentou que pedirá informações diretamente Sinovac.

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Originalmente Publicado: 13 de Janeiro de 2021 às 15:39

Fonte: Globo