BRASÍLIA - O governo deve trocar o comando do Banco do Brasil, presidido por André Brandão desde setembro do ano passado, de acordo com fontes próximas ao Palácio do Planalto.

O presidente Jair Bolsonaro não teria ficado satisfeito com a decisão do BB de fechar mais de 350 unidades, agências, escritórios e postos de atendimento no país, além de ter criado um programa de demissão voluntária para cortar cinco mil funcionários.

Pessoas próximas ao banco lembram, porém, que o ministro da Economia, Paulo Guedes, concordou com as medidas de enxugamento do BB. Como o GLOBO revelou em novembro, a gestão de Brandão já vinha sendo questionada há meses.

Na época, ele deixou o cargo de diretor de Global Banking e Markets para as Américas da instituição multinacional, nos EUA. Foi apresentado como um “Nome de mercado” por Guedes, protegendo o banco de incidações políticas e garantindo a continuação de uma gestão profissionalizada na estatal.

O banco estatal fez os depósitos por meio de milhões de contas digitais.

O próprio presidente costuma elogiar a atuação da Caixa, inclusive sobre a abertura de agências, o que não ocorre com o BB. Os dois bancos têm, no entanto, uma diferença: o BB uma empresa de capital aberto, com ações negociadas em Bolsa.

Com mais de 30 anos de experiência no mercado financeiro, e passagem também pelo Citibank, Brandão chegou ao comando do HSBC em março de 2012, quando substituiu Conrado Engel, outro executivo que chegou a ser cotado para a presidência do BB. A indicação de Brandão ganhou corpo depois de algumas recusas de outros executivos de mercado, que alegaram como motivos questões salariais e, também, o desafio de assumir um banco público diante de um cenário desafiador de possível aumento da inadimplência em função da crise econômica causada pela pandemia.

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Originalmente Publicado: 13 de Janeiro de 2021 às 18:31

Fonte: Globo