RIO - A primeira prova da edição 2020 do Exame Nacional do Ensino Médio não fez menção pandemia da Covid-19 e ao novo coronavírus, ao contrário do que esperavam candidatos e professores.

Ao vivo: Acompanhe a cobertura em tempo real do Enem 2020 no GLOBO. A pandemia ainda pode ser mencionada pelas questões das duas áreas de conhecimento na próxima prova, no dia 24, quando candidatos terão de responder questões objetivas de Matemática e Ciências da Natureza.

O governo tem um discurso conservador, mas muitas questões que caíram no Enem estão no banco do Inep há mais de dois anos, ou seja, desde antes do mandato de Bolsonaro.

Outra questão exibia alguns termos que aparecem em uma busca do Google sobre o que a mulher não pode fazer.

Houve, então, questões que provocaram surpresa por serem, no governo Bolsonaro, consideradas como alinhadas esquerda, como a interpretação da música “Alegria, Alegria”, de Caetano Veloso, e o livro “Veias abertas da América Latina”, de Eduardo Galeano, que aborda a opressão política latino-americana.

O professor também destacou que a História Antiga ganhou mais espaço, em detrimento da Contemporânea.

Neste ano, conseguiram a façanha de reduzir para uma só. uma opção muito ruim, porque o terceiro ano do ensino médio na rede pública quase todo dedicado ao século XX. Então, o Enem, em vez de cobrar os temas que estão mais “Frescos” na cabeça do aluno, recorrem a outros que ele não estudou recentemente.

Este artigo foi resumido em 66%

Originalmente Publicado: 17 de Janeiro de 2021 às 17:33

Fonte: Globo