O secretário estadual da Saúde, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, o Dr. Cabeto, destaca que os atuais indicadores da pandemia apontam para um cenário mais crítico do que o enfrentado nos meses de pico em 2020 Por Com mais 430 mil pessoas infectadas pelo novo coronavírus mais de 11 mil cearenses mortos em decorrência da Covid-19, o Ceará não está caminhando para a flexibilização das medidas de isolamento rígido.

“Considera que estamos vivendo uma situação pior do que abril e maio passados, por vários motivos. Primeiro porque o número de pacientes internados já próximo do que a gente teve no pico”, explica o secretário em entrevista exclusiva ao O POVO nesta segunda-feira, 1º.

“Segundo porque hoje os doentes crônicos também estão nos hospitais; naquela época, tomamos a decisão de esvaziar os hospitais para deixar preparados para Covid-19 e o isolamento rígido fez reduzir todos os outros indicadores, permitindo a todo mundo trabalhar para atender só um tipo de doença. Hoje estamos atendendo os dois ao mesmo tempo e estamos com um volume, que a meu ser, vai ser maior.”, continua.

Dr. Cabeto aponta também que o número de pessoas jovens contaminadas aumentou consideravelmente, “o que reduz a mortalidade, mas faz com que o tempo de internação fique longo e aumenta a sobrecarga do sistema”.

“Na medida em que os números pioram, e eles vêm piorando, nós temos aprofundado essas medidas. A discussão sobre fazer uma forma mais restritiva ou não, depende do índice de criticidade”, explica o secretário, que também ontem foi entrevistado no programa O POVO no rádio, por Maísa Vasconcelos e Farias Júnior, na rádio O POVO CBN, em rede com a CBN Cariri.

“Tem que diga que o Estado afrouxou em outubro, mas os decretos nunca permitiram aglomerações. Entretanto, decreto nenhum consegue ser cumprido se a população e as autoridades não colaborarem”, aponta.

“Montamos uma estrutura na UPA da Messejana e na UPA da Praia do Futuro, onde vamos ter em cada uma delas 40 leitos de UTI. Para que esses pacientes que estão demorando mais tempo para ser transferidos sejam tratados como se estivessem em um hospital”, relaciona.

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Originalmente Publicado: 2 de Março de 2021 às 06:43

Fonte: Opovo.com.br