Porém, ele não dá evidências esperadas pelas famílias das vítimas que acusam o país do Oriente Médio de participar dos atentados.

O documento, datado de 4 de abril de 2016, até então sigiloso, revela ligações entre Omar al-Bayoumi, um ex-estudante e suspeito de ter colaborado com os serviços de inteligência sauditas, e dois terroristas da Al-Qaeda que prepararam os ataques a Nova York e Washington, onde quatro aviões caíram.

O documento mostra que os números de telefone associados fonte anônima indicam que houve contato com várias pessoas que auxiliaram Hazmi e Mihdhar enquanto eles estiveram na Califórnia, incluindo Bayoumi e Thumairy, além da própria fonte.

De acordo com o memorando, a fonte disse ao FBI que Bayoumi estava escondendo, por trás de sua identidade oficial de estudante, uma “Posição muito alta” no consulado saudita.

O documento oficial foi divulgado após atos de pressão sobre o atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, por familiares das vítimas dos atentados, que acusaram a Arábia Saudita de ser cúmplice dos atentados.

Ainda assim, Jim Kreindler, um dos principais advogados envolvidos nos processos movidos pelas famílias contra a Arábia Saudita, considera que o memorando valida o ponto-chave sobre o apoio do governo saudita aos sequestradores.

“Com esta primeira liberação de documentos, estão chegando ao fim 20 anos em que a Arábia Saudita dependeu do governo dos Estados Unidos para ocultar seu papel no 11 de setembro”, disse Kreindler, em um comunicado.

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Originalmente Publicado: 12 de Setembro de 2021 às 14:35

Fonte: Verdesmares.com.br