Crédito, EPA.No 20º aniversário do ataque mais mortal em solo americano, o FBI liberou acesso a um documento analisando possíveis conexões entre vários cidadãos sauditas nos Estados Unidos e dois dos homens que executaram os atentados de 11 de setembro de 2001.Parentes das vítimas dos ataques das Torres Gêmeas solicitavam há anos a liberação desses arquivos confidenciais, argumentando que as autoridades sauditas tinham conhecimento prévio do ataque e não tentaram impedi-lo.

No entanto, o documento - o primeiro de vários que se espera que sejam tornados públicos - não fornece qualquer evidência de que o governo saudita estava ligado ou tinha conhecimento do complô contra as Torres Gêmeas.

Ambos fingiram ser estudantes para entrar nos EUA em 2000.O memorando do FBI diz que mais tarde eles receberam apoio logístico significativo de Omar al-Bayoumi, que, segundo testemunhas, era um visitante frequente do Consulado Saudita em Los Angeles, apesar de seu status oficial na época ser o de estudante.

Por outro lado, o documento do FBI também mostra que havia ligações entre os dois sequestradores e Fahad al-Thumairy, um imã da Mesquita do Rei Fahad, em Los Angeles, que as fontes citadas descrevem como uma pessoa “De crenças extremistas”.

Bayoumi e Thumairy deixaram os EUA semanas antes dos ataques de 11 de setembro, de acordo com a agência de notícias AP.A agência também citou Jim Kreindler, um advogado dos parentes das vítimas do 11 de setembro, dizendo que o documento publicado “Valida os argumentos que eles apresentaram no litígio em relação responsabilidade do governo saudita nos ataques de 11 de setembro”.

Mas o atual presidente, Joe Biden, ordenou na semana passada uma revisão dos documentos e pediu às autoridades que liberassem o que pudessem nos próximos seis meses.

Mas Biden chegou a chamar a Arábia Saudita de “pária” depois que um relatório da inteligência dos EUA em fevereiro deste ano implicou o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi em 2018.

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Originalmente Publicado: 13 de Setembro de 2021 às 09:11

Fonte: BBC News