PUBLICIDADE. Segundo João Beck, economista e sócio da BRA, o mercado interpretou o que foi dito por Campos Neto como uma sinalização de que na reunião do Copom que ocorre nos dias 20 e 21 de setembro a taxa de juros será elevada na mesma magnitude que na anterior, ou seja, um ponto percentual.

“O ‘dado de alta frequência’ a que o presidente do BC se referiu foi o IPCA de agosto, que veio bem acima do esperado. Assim, Campos Neto passa a mensagem de que não vai colocar tanto peso nesse indicador.”

“O BC obviamente não está com essa disposição de acelerar o ritmo, então voltamos para a projeção de 1 ponto”, explica o economista-chefe da Quantitas, Ivo Chermont, que havia elevado a projeção para 1,25 ponto após o IPCA de agosto.

“Acho que estava barato eles acelerarem, se mostrarem mais agressivos, uma vez que a curva já estava lá em 1,25 ponto. Mas a estratégia do BC, e eles têm um cenário diferente do nosso de inflação e crescimento”, afirma.

O gestor disse que vai esperar a próxima reunião do Copom para ver se há mais informações da nova estratégia ou se não foi um erro de comunicação de Campos Neto, que está quebrando a estratégia feita até agora em direção a um maior gradualismo.

“Mas não podemos ser negligentes com o avanço das expectativas de inflação para 2022. Elas ficaram praticamente insensíveis austeridade do BC. Não só mais uma oscilação ou surpresa. São fatores conjuntos que ensejam por uma aceleração na restrição de política monetária”, afirma Sanchez, que projeta Selic a 8,50% no fim do ciclo.

Mesmo antes das falas de Campos Neto, XP, Citi e Itaú haviam revisado projeções para o patamar da Selic no final do ciclo de aperto de juros.

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Originalmente Publicado: 14 de Setembro de 2021 às 21:08

Fonte: InfoMoney