A Prefeitura de São Paulo anunciou que a partir desta quarta-feira (15 de setembro de 2021) a dose de reforço da vacina contra a COVID-19 para idosos será aplicada exclusivamente com o imunizante da Pfizer/BioNTech. A medida segue as recomendações do Ministério da Saúde e visa ampliar a proteção da população idosa, que apresenta maior risco de formas graves da doença.
Inicialmente, a dose de reforço será destinada a idosos com 80 anos ou mais que tenham recebido a segunda dose há pelo menos seis meses. Progressivamente, a faixa etária será ampliada para incluir idosos a partir de 60 anos, conforme a disponibilidade de vacinas. A estratégia considera o declínio natural da imunidade ao longo do tempo e a necessidade de manter altos níveis de anticorpos neutralizantes em grupos vulneráveis.
Por que apenas a vacina da Pfizer?
A escolha exclusiva pela vacina da Pfizer para a dose de reforço baseia-se em estudos que demonstram maior eficácia na resposta imune quando utilizada como terceira dose, mesmo em pessoas que receberam inicialmente outras vacinas, como CoronaVac e AstraZeneca. Pesquisas conduzidas no Brasil e no exterior indicam que a combinação heteróloga (troca de fabricante) pode induzir uma resposta imune mais robusta, com aumento significativo nos títulos de anticorpos neutralizantes.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina da Pfizer como dose de reforço independentemente do esquema vacinal anterior, desde que respeitado o intervalo mínimo de seis meses após a segunda dose. A decisão também levou em conta a disponibilidade de doses e a logística de armazenamento. Embora a vacina da Pfizer exija refrigeração ultrabaixa (aproximadamente -70°C), a prefeitura de São Paulo já dispõe de infraestrutura adequada para o armazenamento e distribuição nas unidades de saúde.
Quem pode receber a dose de reforço?
O público-alvo inicial são idosos com 80 anos ou mais que completaram o esquema vacinal primário (duas doses de CoronaVac, Pfizer ou AstraZeneca, ou dose única da Janssen) há pelo menos seis meses. A Secretaria Municipal da Saúde planeja expandir gradualmente para idosos com 60 anos ou mais nas semanas seguintes, conforme o avanço da campanha e o recebimento de novos lotes de vacinas.
É necessário apresentar documento de identidade com foto (RG ou CNH), CPF e comprovante de vacinação anterior (cartão de vacina). Idosos que perderam o cartão podem solicitar a segunda via em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).
Como agendar a dose de reforço?
Os idosos podem se dirigir diretamente às Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou aos postos de vacinação indicados pela Secretaria Municipal da Saúde, sem necessidade de agendamento prévio na maioria dos locais. Para quem prefere agendar, o serviço está disponível pelo site oficial da prefeitura (capital.sp.gov.br) ou pelo telefone 156. A recomendação é verificar o horário de funcionamento das unidades e evitar horários de pico, como início da manhã e final da tarde.
A prefeitura também disponibiliza o aplicativo "De Olho na Fila", que mostra a movimentação em tempo real dos postos de vacinação, ajudando o idoso a escolher o melhor momento e local para se vacinar.
Orientações adicionais
Para idosos acamados ou com dificuldade de locomoção, a prefeitura oferece a opção de vacinação em domicílio. O familiar responsável pode solicitar o serviço pela Central de Atendimento 156. A equipe volante vai até a residência para aplicar a dose de reforço, seguindo os mesmos protocolos de segurança adotados nos postos fixos.
Idosos que tiveram COVID-19 recentemente devem aguardar 30 dias após o início dos sintomas (ou após o teste positivo, no caso de assintomáticos) para receber a dose de reforço, conforme orientação das autoridades de saúde.
Recomendações importantes
A dose de reforço é parte da estratégia de enfrentamento da pandemia, especialmente diante do surgimento de novas variantes do coronavírus, como a Delta, que circulava intensamente no Brasil no segundo semestre de 2021. Estudos observacionais indicam que a proteção vacinal contra infecção sintomática pode diminuir ao longo dos meses, mas a proteção contra hospitalização e morte permanece alta, especialmente com o reforço.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam que as pessoas mantenham o esquema vacinal em dia e continuem adotando medidas preventivas, como uso de máscaras em locais fechados, higienização frequente das mãos e distanciamento social quando necessário.
Resumo dos pontos principais
- Público-alvo: idosos com 80 anos ou mais (inicialmente), expandindo para 60+
- Vacina: exclusivamente Pfizer (Comirnaty)
- Intervalo mínimo: 6 meses após a segunda dose
- Documentos: RG, CPF, comprovante de vacinação anterior
- Locais: UBS e postos de vacinação
- Agendamento: site da prefeitura (capital.sp.gov.br) ou telefone 156
- Vacinação domiciliar: disponível pelo 156 para idosos acamados
- Início: 15 de setembro de 2021
Perguntas frequentes
- Posso tomar a dose de reforço com outra vacina?
- Não. A prefeitura de São Paulo definiu que apenas a vacina da Pfizer será utilizada para a dose de reforço, conforme autorização da Anvisa. Essa recomendação pode ser alterada no futuro com base em novas evidências científicas.
- Preciso esperar quanto tempo após a segunda dose?
- O intervalo mínimo recomendado é de seis meses após a segunda dose. Esse prazo foi definido com base em estudos de duração da proteção vacinal.
- A dose de reforço é obrigatória?
- Embora não seja obrigatória, é altamente recomendada para garantir a proteção contínua contra a COVID-19, especialmente para idosos e pessoas com comorbidades. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir formas graves da doença.
- E se eu tomei a vacina da Janssen (dose única)?
- Idosos que receberam a Janssen também poderão receber a dose de reforço com a Pfizer, desde que respeitado o intervalo mínimo de seis meses após a dose única. A Anvisa autorizou o uso da Pfizer como reforço para todos os esquemas vacinais.
- Preciso repetir o cadastro no sistema de saúde?
- Não. Basta comparecer ao posto de vacinação com os documentos exigidos. Se o idoso já estiver cadastrado na UBS de referência, o registro será atualizado no momento da vacinação.
Fonte: G1