Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após observar, em um experimento com ratos, que a proteína beta-amiloide produzida no órgão consegue chegar ao cérebro das cobaias e gerar danos neurodegenerativos expressivos.

“Testar essa hipótese tem sido difícil, já que distinguir a fonte dessas proteínas um desafio complexo”, afirmam.

Para ajudar nessa tarefa, a equipe desenvolveu, em laboratório, camundongos que produziam beta-amiloide apenas nas células do fígado.

As cobaias desenvolveram neurodegeneração e atrofia cerebral, que foi acompanhada por inflamação neurovascular e disfunção dos capilares cerebrais, ambas alterações comumente observadas em pacientes com Alzheimer.

“Os ratos afetados tiveram um desempenho ruim em um teste de aprendizado que depende da função do hipocampo, a estrutura do cérebro que essencial para a formação de novas memórias”, detalha, em comunicado, John Mamo, pesquisador da Universidade Curtin, na Austrália, e principal autor do estudo.

Os cientistas avaliam que os resultados obtidos podem, além de favorecer o entendimento sobre origens do Alzheimer, auxiliar no desenvolvimento de novas estratégias de prevenção e tratamento da doença incurável.

“Os fatores de estilo de vida podem desempenhar um papel importante, incluindo uma dieta rica em gordura, que pode acelerar a produção de beta-amiloide no fígado. Precisaremos evitar o consumo desses alimentos gordurosos”, indica Mamo.

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Originalmente Publicado: 15 de Setembro de 2021 às 06:00

Fonte: Correiobraziliense.com.br