PEQUIM, PARIS e BRUXELAS - A China criticou fortemente nesta quinta-feira um novo pacto de segurança anunciado na véspera por EUA, Reino Unido e Austrália, que inclui o desenvolvimento de submarinos a propulsão nuclear para os australianos.

O acordo também provocou protestos da França, que tinha um acordo com a Austrália para a construção de submarinos convencionais e comparou sua exclusão a uma “Punhalada nas costas”.

Ele também questionou o compromisso da Austrália de renunciar às armas nucleares e disse que os EUA e o Reino Unido estavam “Usando as exportações nucleares como ferramenta de jogo geopolítico e aplicando padrões duplos” de não proliferação.

O pacto representa uma mudança significativa na dinâmica geoestratégica da região Indo-Pacífica - acrescentou Blaxland, afirmando que o acordo está “Ligado ao reengajamento pós-Brexit do Reino Unido na região, postura mais beligerante da China de Xi e a uma maior preocupação com a precariedade do poder militar americano e sua capacidade de deter ou vencer um potencial conflito no Pacífico”.

O acordo também causou mal-estar em outros aliados dos EUA, incluindo a Nova Zelândia, que tem uma política de longa data para excluir embarcações com propulsão nuclear de suas águas.

Pressão: China aproveita reunião com enviado de Biden para o clima e pede melhora geral na relação com EUA. Também nesta quinta-feira, a agência atômica da ONU afirmou que os três países informaram sobre a nova parceria e que ambos os lados planejam se “Engajar” nos próximos meses.

A Agência Internacional de Energia Atômica tem a tarefa de rastrear todos os materiais nucleares em países que, como a Austrália, ratificaram o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, para garantir que nenhum deles seja desviado para uso em uma bomba nuclear.

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Originalmente Publicado: 16 de Setembro de 2021 às 12:24

Fonte: Globo