A passagem do tempo e seus efeitos têm sido a tônica de alguns dos projetos comandados e protagonizados por Clint Eastwood, como os oscarizados “Os Imperdoáveis” e “Menina de Ouro”, além dos elogiados pela crítica “Cowboys do Espaço”, “Gran Torino” e “A Mula”, onde anunciou que iria se aposentar da telona como ator, em 2018.

No filme, ambientado no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, Eastwood interpreta Mike Milo, um ex-cowboy de rodeios que tentou se reinventar como criador de cavalos, sem sucesso.

Consagrado como um bom realizador, Eastwood não tem pudores de usar elementos de “Os Imperdoáveis”, “Gran Torino” e “Um Mundo Perfeito” para contar a sua história e torná-la a mais cativante possível, mesmo que não apresente grandes surpresas.

O roteiro escrito por N. Richard Nash, baseado no livro de sua autoria, e Nick Schenk, cria situações que são muito simples e resolvidas de forma corriqueira, nunca dando a impressão de que os protagonistas estão correndo um real perigo.

O jovem ator não consegue sair da canastrice nem quando tem que falar uma frase simples, como pedir um copo de água, e prejudica os esforços de Eastwood para tornar plausível a relação entre o garoto e o vaqueiro idoso.

Um ponto curioso em “Cry Macho” a guinada que o filme dá a partir do momento em que Mike e Rafo vão parar numa cidade mexicana para fugir de seus perseguidores e conhecem Marta, dona de um bar, que dá abrigo dupla.

A partir daí, a trama fica focada mais na forma com que o fazendeiro descobre que pode se reencontrar com o que fazia bem no passado, como cuidar de animais, e o clima de romance que surge entre ele e sua nova amiga.

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Originalmente Publicado: 16 de Setembro de 2021 às 06:00

Fonte: Globo