Um laudo independente feito por um perito do MP-RJ aponta que um homem morto durante a Operação Exceptis -que deixou 28 mortos na Favela do Jacarezinho, entre eles um policial- foi atingido por um tiro queima-roupa.

Contudo, o laudo de exame de local feito pela Polícia Civil e depoimentos de moradores da casa onde Omar Pereira da Silva, um jovem negro de 21 anos, foi morto dizem que ele estava ferido e desarmado quando foi baleado.

O mesmo teria ocorrido com uma granada colocada em outro cômodo da casa onde o homem foi morto.

No entanto, os promotores entenderam que isso foi uma forma de atrapalhar as investigações: “Quanto ao arraste do cadáver, também este desmerece a narrativa da prestação de socorro imediato”, afirmam.

O advogado Gabriel Habib, que defende os dois agentes, criticou o momento em que a denúncia foi feita, mas disse ter confiança de que seus clientes serão absolvidos.

A reportagem questionou o advogado sobre a constatação de que Omar foi atingido com um tiro queima-roupa, mas não obteve resposta até o momento.

Família mostra quarto onde homem foi morto em ação policial no Jacarezinho.

Este artigo foi resumido em 77%

Originalmente Publicado: 19 de Outubro de 2021 às 04:00

Fonte: Uol.com.br