O movimento, na verdade, apropriou-se de uma expressão antiga ligada ao espírito “Faça você mesmo” de qualquer gênero musical, o low fidelity, mas não deixa de ser coerente: praticamente todos os produtores e compositores por trás das músicas de lo-fi, que vão além das rádios on-line e invadiram as playlists de plataformas de streaming, as gravam e finalizam em casa, com o equipamento que ali estiver, mantendo ruídos ou imperfeições.

Diferentemente do Resposta Sensorial Autônoma do Meridiano ou da música ambiente, o lo-fi uma composição artística, que pode até usar elementos como barulho de chuva, canto de pássaros ou som do mar, mas traz uma estrutura musical, com melodia, harmonia e batidas repetidas em loop, e parte de um sentimento dos compositores, buscando transmiti-lo para o ouvinte.

Agora, vai investir nesse segmento com o selo Sleep Tales, focado em músicas para dormir, e que nasceu no dia 4 deste mês como o maior de lo-fi da América Latina e o quarto do mundo em números de ouvintes nas plataformas.

Pode ser uma caixa que está mais alta na mixagem, um agudo que não deveria estar ali… - cita o músico, que acaba de lançar seu primeiro EP, “Ócio”, e está com a composição “Domingo de sol”, uma parceria com a produtora IzaBeats, no segundo volume da coletânea “Chill Brazilian Storm”.

O lo-fi não um gênero que se fecha nele mesmo, tem diferentes tipos para diferentes sentimentos, o que dá abertura para os artistas se empurrarem, e não competirem entre si.

uma das coisas mais bonitas do mundo a maneira como o artista brasileiro absorve esses elementos, e acontece o mesmo no lo-fi - opina Bastos, que costuma juntar a bossa nova ao hip-hop e musica eletrônica em suas criações.

Uma cena que já tem até documentário, inclusive, o “Lo-fi hip-hop: Beats e sentimento”, dirigido por Gustavo de Castro e Murilo Cunha e disponível no YouTube.

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Originalmente Publicado: 19 de Outubro de 2021 às 03:30

Fonte: Globo