A dose de reforço da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Pfizer em parceira com a BioNTech restaurou a proteção aos altos níveis alcançados após a segunda dose, mostrando uma eficácia de 95,6% em comparação com aqueles que não receberam a dose extra.

“Os primeiros resultados de qualquer ensaio randomizado e controlado de reforço da vacina contra Covid-19 demonstram uma eficácia relativa da vacina de 95,6% contra a doença durante um período em que Delta foi a cepa prevalente”, disseram as empresas, em comunicado.

Os dados são resultado de um estudo clínico fase 3 feito com mais de 10 mil participantes com 16 anos ou mais para avaliar a eficácia e segurança da aplicação do reforço em pessoas que completaram o esquema inicial de imunização com duas doses.

Não houve casos relatados de doença grave, com “Perfil de eventos adversos consistente com outros dados de segurança clínica para a vacina”.

No Brasil, atualmente o reforço aplicado apenas em idosos e profissionais de saúde que foram vacinados há pelo menos seis meses e pessoas com imunossupressão que completaram o esquema de imunização há no mínimo 28 dias.

Pesquisadores da Organização de Manutenção de Saúde Israel’s Clalit e da Universidade de Harvard revisaram os dados de 94.354 vacinados dessa faixa etária e os compararam com o mesmo número de adolescentes que não foram imunizados.

No início dessa semana, uma análise divulgada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos mostrou que a vacina da Pfizer/BioNTech foi 93% eficaz na prevenção de hospitalizações entre aqueles com idade entre 12 e 18 anos.

Este artigo foi resumido em 74%

Originalmente Publicado: 21 de Outubro de 2021 às 11:53

Fonte: Globo