O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal do Amazonas que tome medidas urgentes de repressão ao garimpo ilegal no estado. A solicitação foi divulgada nesta quinta-feira (25) e destaca a necessidade de combater a extração irregular de ouro, que causa desmatamento, contaminação por mercúrio e conflitos com populações indígenas.

Segundo o MPF, a atividade ilegal cresceu nos últimos anos na Amazônia, impulsionada pelo preço elevado do ouro. O órgão requer a suspensão de licenças de funcionamento de garimpos que não estejam em conformidade com a legislação ambiental e a realização de operações integradas com a Polícia Federal, o Ibama e as Forças Armadas.

O pedido também inclui a identificação e responsabilização dos financiadores do garimpo ilegal, que muitas vezes atuam por meio de empresas de fachada. A medida é considerada essencial para desarticular a cadeia criminosa que sustenta a extração ilegal de ouro na região.

O MPF tem atuado em diversas frentes na Amazônia, incluindo operações como "Ouro Falso" e "Guardiões do Bioma". A repressão ao garimpo ilegal é uma prioridade do órgão, que também busca responsabilizar crimes ambientais e violações de direitos humanos na região.

A ação do MPF no Amazonas reforça a importância de políticas públicas eficazes para proteger a Amazônia e garantir o desenvolvimento sustentável. A expectativa é que as medidas repressivas contribuam para reduzir o desmatamento e os danos ambientais causados pelo garimpo ilegal.