ESTOCOLMO - A líder social-democrata sueca Magdalena Andersson, que renunciou horas depois de obter o apoio dos deputados para assumir como primeira-ministra, terá uma segunda chance de formar um governo, disse o presidente do Parlamento nesta quinta-feira.

A renúncia de Andersson, na quarta-feira, foi motivada pela decisão dos Verdes de deixar sua coalizão de governo depois que o Orçamento para 2022 foi rejeitado pelos parlamentares, em votação que ocorreu logo após a eleição da social-democrata.

Norlen afirmou que os eventos de quarta-feira foram “Incompreensíveis” para o povo sueco e que as ações dos partidos prejudicaram a confiança no Parlamento, no sistema político e nos próprios políticos.

A reviravolta resultado de um Parlamento fragmentado, onde nem os blocos de centro-esquerda nem de centro-direita conseguem formar um governo de maioria, em grande parte devido ascensão do partido da extrema direita anti-imigração, os Democratas Suecos.

Na Suécia, um candidato ao cargo de chefe de governo não precisa do apoio da maioria do Parlamento para ter seu nome aprovado; necessita apenas que a maioria não vote contra seu nome.

Tanto os verdes quanto o Partido de Esquerda disseram que apoiarão a nova postulação da social-democrata, enquanto o Partido de Centro anunciou que irá se abster novamente, na prática abrindo caminho para a segunda confirmação da breve primeira-ministra.

Ersson vai agora tentar formar um governo de partido único e minoria - seu partido tem100 cadeiras no Parlamento, de um total de 349.

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Originalmente Publicado: 25 de Novembro de 2021 às 13:17

Fonte: Globo