O ex-presidente da Argentina Mauricio Macri virou réu por supostamente ter espionado famílias dos 44 marinheiros mortos do submarino militar ARA San Juan em 2017, quando ocupava a presidência, informou o juiz encarregado da investigação nesta quarta-feira.

Na acusação formal, o juiz Martín Bava disse que Macri responderá em liberdade, mas estará proibido de deixar a Argentina.

Macri acusado de facilitar a espionagem para obter dados pessoais e informações sobre os familiares dos tripulantes do submarino.

Familiares da tripulação do submarino Ara San Juan protestam em 2018 fora da Basa Naval de Mar del Plata, na Argentina - Foto: Marina Devo/Reuters.

Horas antes, o comandante tinha feito o alerta de uma falha provocada pela entrada de água por um duto de ventilação que vazou no compartimento das baterias elétricas e produziu um princípio de incêndio.

Só um ano depois do desaparecimento, o submarino foi encontrado em uma região de cânions, a 907 metros de profundidade, e a 600 km da cidade de Comodoro Rivadavia, onde se tinha montado o centro de operações durante a busca.

Após especulações sobre a situação do submarino e sobre sua capacidade de renovar o oxigênio a bordo, essa tese da explosão passou a ser uma pista para a causa do acidente.

Este artigo foi resumido em 59%

Originalmente Publicado: 1 de Dezembro de 2021 às 19:30

Fonte: Globo