O delivery de combustíveis, aprovado pela ANP, aumenta o risco de acidentes e de fraudes, dizem especialistas ouvidos pelo UOL. As mudanças foram publicadas no “Diário Oficial” da União em 8 de novembro e entram em vigor em 180 dias.

A venda de combustíveis por delivery permitirá inicialmente entregas em casa apenas de etanol e gasolina, a partir de postos autorizados pela ANP. Seca fecha pontos turísticos e deixa diárias de hotéis até 15% mais caras.

“Vai haver um custo para o comerciante por causa do transporte. Imagino que o transporte seja revestido de cuidado, deve haver uma regulamentação de segurança, de como vai ser feito, e isso vai refletir no custo”, declara.

A entidade afirma que há risco de acidentes com o transporte de inflamáveis, contaminação do meio ambiente e possibilidade de sonegação de impostos.

Na avaliação da Fecombustíveis, o delivery pode atrair agentes não idôneos, que poderão se beneficiar das falhas de fiscalização para ampliar as fraudes fiscais, de qualidade e de quantidade no setor de combustíveis.

“Num momento em que a população sofre com a inflação de combustíveis, os caminhoneiros, motoristas e entregadores de aplicativo sofrem com o preço do diesel e da gasolina, priorizar a entrega de combustíveis por delivery soa estranho”, declara.

O diretor institucional do Comitê Nacional de Secretarias de Fazenda, André Horta, disse que o conselho não foi consultado pela ANP a respeito da nova resolução de venda de combustíveis.

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Originalmente Publicado: 5 de Dezembro de 2021 às 05:00

Fonte: Uol.com.br