A paz e a tranquilidade em aldeias indígenas no Rio Grande do Sul foram interrompidas por uma série de mortes e emboscadas.

Por trás dessa violência estão milícias armadas criadas por caciques para impor o terror a quem se opõe a um esquema de arrendamento de terras.

Em janeiro deste ano, em Água Santa, uma escola virou trincheira em uma guerra interna na Reserva Indígena do Carreteiro.

Os confrontos ocorreram em terras indígenas no norte do estado.

Só que o esquema, segundo indígenas que conversaram com o Fantástico.

“Há formação de milícias privadas nessas reservas. Muitas vezes, o próprio cacique monta seu grupo armado para defender o seu poder do grupo opositor. A maioria dos casos a disputa pela terra ou pelo dinheiro do arrendamento de terras indígenas”, explica o delegado Sando Luiz Bernardi.

De acordo com um levantamento da Funai, em todo o país há 22 áreas indígenas ainda arrendadas.

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Originalmente Publicado: 5 de Dezembro de 2021 às 23:32

Fonte: Globo