A reta final do Campeonato Brasileiro de 2021 reserva um drama para o torcedor gremista. O Grêmio, um dos clubes mais tradicionais do país, ocupa a zona de rebaixamento e vê a proximidade do fim da competição tornar cada partida uma decisão. A expressão "só por um milagre" tem sido repetida por analistas e torcedores, mas ainda há contas a fazer e uma remota esperança de permanência na elite.

Com poucas rodadas pela frente, a equipe de Porto Alegre precisa vencer seus próprios jogos e, ao mesmo tempo, torcer por uma combinação improvável de resultados adversos para seus concorrentes diretos. O cenário é desafiador, mas o futebol brasileiro já mostrou que reviravoltas são possíveis. Abaixo, detalhamos os principais cenários e os adversários que o Grêmio precisa "secar" para escapar da Séria B.

A situação atual do Grêmio na tabela

Na virada para a última semana de competição, o Grêmio se encontrava na parte inferior da classificação, com uma diferença de pontos que poderia ser revertida apenas com uma sequência perfeita. O time vinha de altos e baixos, com atuações irregulares e dificuldades para impor seu jogo, especialmente fora de casa. A defesa, antes sólida, apresentou falhas em momentos cruciais, e o ataque não conseguiu compensar com gols nos momentos decisivos.

Além do desempenho em campo, a pressão da torcida e da diretoria aumentou nas últimas semanas. A crise institucional e as mudanças no comando técnico ao longo da temporada também contribuíram para a instabilidade. Agora, resta ao grupo profissional focar nos jogos restantes e acreditar que a matemática pode favorecer o clube.

O que o Grêmio precisa fazer

Para escapar do rebaixamento, o Grêmio precisa, em primeiro lugar, vencer todas as partidas que ainda disputará. Isso significa conquistar os três pontos em cada jogo, independentemente do adversário. Qualquer empate ou derrota torna a missão praticamente impossível, dada a diferença de pontos para o primeiro time fora do Z-4.

Além disso, é necessário que os concorrentes diretos — equipes como Juventude, Bahia, Chapecoense, Sport Recife e Cuiabá — percam ou empatem seus confrontos. O ideal seria que essas equipes não somassem pontos, mas tropeços em jogos considerados "tranquilos" podem ser o suficiente para abrir uma brecha. Como vários desses times ainda se enfrentam, o Grêmio pode se beneficiar de resultados que não favoreçam nenhum dos rivais diretamente.

Contra quem torcer

A torcida gremista terá que acompanhar de perto os resultados de outros jogos nas rodadas finais. Os principais adversários na luta contra a queda são:

  • Juventude – time de Caxias do Sul que também luta para se manter na Série A e tem histórico de jogos duros contra equipes do mesmo porte.
  • Bahia – tradicional clube nordestino que costuma brigar na parte de baixo da tabela e possui confrontos diretos importantes.
  • Chapecoense – já rebaixada matematicamente, mas que pode atuar como "papa-pontos" ao enfrentar outros concorrentes.
  • Sport Recife – outro time nordestino na zona de perigo, com jogos complicados pela frente.
  • Cuiabá – equipe que surpreendeu em alguns momentos, mas que também precisa de pontos para se afastar da degola.

O Grêmio precisa que esses times não vençam suas partidas. Além disso, vitórias de adversários que já estão garantidos na Série A ou que não têm mais objetivos podem ser favoráveis, desde que não envolvam concorrentes diretos.

Jogos decisivos da reta final

Os próximos confrontos do Grêmio incluem partidas contra equipes que ainda brigam por posições na tabela. Cada jogo é uma final. A equipe gaúcha tem encontros marcados contra:

  • Flamengo (fora) – jogo extremamente difícil, mas o time carioca pode estar desfalcado ou poupar jogadores dependendo da situação.
  • Atlético-MG (casa) – outro adversário de peso, mas em casa o Grêmio tem mais chance de buscar a vitória.
  • Corinthians (fora) – clássico nacional que sempre reserva emoção e imprevisibilidade.

Além dos próprios jogos, o Grêmio depende de resultados como Juventude vs. Bahia, Sport vs. Cuiabá e outros confrontos diretos. A rodada pode ser favorável se houver empates ou vitórias de times que não ameaçam diretamente.

Histórico de reações e o fator emocional

O Grêmio já protagonizou reviravoltas em sua história. O clube tem tradição de superar momentos difíceis, como em 2004 quando escapou do rebaixamento na última rodada com uma vitória heroica. A torcida espera que esse espírito de luta apareça novamente. No entanto, o futebol moderno é implacável e a margem para erro é mínima.

A pressão sobre os jogadores é enorme, especialmente sobre os mais experientes, que precisam liderar o time dentro de campo. O técnico interino ou efetivo (dependendo da fase) terá que armar a equipe de forma a equilibrar defesa e ataque, sem abrir mão da necessidade de vencer. O aspecto psicológico será tão importante quanto o técnico.

O que a matemática diz

Historicamente, a pontuação necessária para escapar do rebaixamento no Brasileirão com 20 clubes gira em torno de 44 a 46 pontos. Com poucas rodadas restantes, o Grêmio precisa de uma combinação quase perfeita. As probabilidades apontam para menos de 10% de chance de permanência, mas enquanto houver possibilidade, o clube deve lutar. Cada gol marcado e cada resultado inesperado pode mudar o cenário.

A torcida organizou mobilizações e promete apoiar até o fim. O estádio (se houver público) ou o apoio virtual serão fundamentais para empurrar o time. O Grêmio sabe que um rebaixamento teria consequências financeiras e esportivas graves, mas a diretoria evita pensar no pior e foca nos jogos.

Perguntas frequentes

Quantos pontos o Grêmio precisa para se salvar?

Não há um número exato, mas a estimativa é de que o time precise vencer todos os jogos restantes e ainda torcer para que os concorrentes não ultrapassem uma pontuação de aproximadamente 45 pontos. A conta exata depende dos resultados que ocorrerem.

Quais são os próximos jogos do Grêmio?

Os adversários nas rodadas finais incluem Flamengo, Atlético-MG e Corinthians, além de possíveis confrontos remarcados. A ordem exata depende da tabela oficial divulgada pela CBF.

O Grêmio já foi rebaixado antes?

Sim, o clube foi rebaixado em 2004, mas retornou à elite no ano seguinte. Em 2021, o risco de novo rebaixamento preocupa, mas a história mostra que o clube tem capacidade de reação a médio prazo.

O que acontece se o Grêmio for rebaixado?

O rebaixamento implicaria perda de receitas, saída de jogadores importantes e uma reestruturação forçada. O clube teria que disputar a Série B em 2022 para tentar o acesso novamente.

Como a torcida pode ajudar?

O apoio incondicional, seja nas arquibancadas ou nas redes sociais, é uma força extra. Além disso, a torcida pode acompanhar os jogos dos concorrentes e fazer a "corrente do bem" para que os resultados sejam favoráveis.