O presidente Jair Bolsonaro negou nesta segunda-feira ter tido informações privilegiadas da Petrobras, quando disse, no domingo, que a estatal iniciaria nesta semana uma série de reduções nos preços dos combustíveis.

“Precisa ter bola de cristal para saber que tem que diminuir o preço da gasolina, caindo o Brent? Caiu acho que US$ 10. Eu falei isso aí, pronto: ‘informação privilegiada’”, disse a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

O risco de intervenção nas políticas comerciais da companhia na véspera das eleições um grande motivo de preocupação do mercado, ainda que a avaliação seja de que a Petrobras tenha mecanismos de controle para evitar ingerências.

No domingo, em entrevista ao portal Poder360, Bolsonaro disse que haveria “Pequenas reduções” no valor dos combustíveis, ainda que a política de preços da estatal não tenha prazos definidos para ajustes de preços.

Depois da declaração de Bolsonaro no domingo, a Petrobras divulgou comunicado em que diz não haver decisão tomada a respeito desse assunto, contrariando o presidente.

“A Petrobras não antecipa decisões de reajuste e reforça que não há qualquer decisão tomada por seu Grupo Executivo de Mercado e Preços que ainda não tenha sido anunciada ao mercado”, disse a empresa, em texto enviado CVM. Depois do comunicado, as ações da Petrobras ganharam impulso na Bolsa.

No último dia 25, a autarquia já havia aberto procedimento para apurar o que Bolsonaro havia dito sobre privatização da estatal, que gerou impacto nas ações da companhia na Bolsa de São Paulo.

Este artigo foi resumido em 29%

Originalmente Publicado: 6 de Dezembro de 2021 às 22:13

Fonte: Uol.com.br