Entenda a seguir o que está por trás dessa nova epidemia no Rio de Janeiro e o que pode ser feito para contê-la.

Mais recentemente, quem deu as caras foi o influenza: Chebabo diz que o primeiro caso de gripe identificado pela Dasa no Rio de Janeiro ocorreu em 13 de novembro.

De acordo com a análise, que leva em conta os registros de hospitalização por Síndrome Respiratória Aguda Grave, o aumento de infecções por influenza na cidade já começa a se refletir no número de internações na capital fluminense.

“Pelas informações que temos, a cepa de influenza que circula no Rio de Janeiro a mesma que está na Europa e nos Estados Unidos. Possivelmente alguém se infectou lá e reintroduziu o vírus na cidade”, contextualiza Chebabo.

“A exemplo do que ocorre com a covid-19, a vacinação contra a gripe importante especialmente para prevenir os casos mais graves e as complicações, que levam hospitalização e aumentam o risco de morte”, explica o pesquisador em saúde pública Leonardo Bastos, da Fiocruz.

“Outro comportamento que precisamos adotar de uma vez por todas o de ficarmos em casa, em isolamento, quando estamos com sintomas de gripe, como febre, tosse, espirros e dor no corpo. Não se deve trabalhar ou ir para a escola com esses incômodos. Assim, reduzimos o risco de transmissão do vírus para outras pessoas”, chama a atenção o infectologista.

“Não adianta esperar estourar [a epidemia] no seu Estado para só então reforçar a campanha de vacinação contra a gripe e os cuidados necessários. Ainda mais neste período do ano em que temos muitas aglomerações em centros comerciais, mercados públicos e festas”, comentou o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do Boletim InfoGripe da FioCruz, numa série de postagens no Twitter.

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Originalmente Publicado: 9 de Dezembro de 2021 às 20:49

Fonte: Globo