Vendas de combustíveis e lubrificantes e de móveis e eletrodomésticos estão em queda há seis meses consecutivos.

A atividade varejista em novembro se beneficiou do aumento de 0,9% nas vendas de alimentos e bebidas, de 1,2% em produtos farmacêuticos e de 2,2% em outros bens de uso pessoal, que costumam ser impulsionadas pela Black Friday.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE. “Esse resultado mostra que, com a aceleração da inflação, as famílias priorizaram o consumo de itens básicos em detrimento de bens duráveis e semi-duráveis”, afirma João Leal, economista da Rio Bravo.

Segundo o economista, ainda que as estatísticas do mercado de crédito sigam sólidas, a combinação de alta dos juros e o crescente comprometimento de renda das famílias tende a arrefecer empréstimos ao longo de 2022.

Para o Itaú BBA, o crescimento das vendas no varejo não deve alterar as apostas para o próximo encontro do Comitê de Política Monetária “De nova dose de alta da Selic de 150 pontos-base”.

Já Felipe Sichel, estrategista-chefe do Modalmais, avalia que o avanço da pandemia pode contrabalancear o cenário com um menor consumo de serviços, o que poderia de alguma forma beneficiar o varejo, além do pagamento do Auxílio Brasil.

Para o PIB do quarto trimestre em sim, a previsão da XP de crescimento de apenas 0,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 1% na comparação anual.

Este artigo foi resumido em 59%

Originalmente Publicado: 14 de Janeiro de 2022 às 14:38

Fonte: InfoMoney