O valor médio havia sido acertado entre a articulação política do Planalto e a base aliada, mas o ministro da Economia defendia o benefício de R$ 300 - que, segundo ele, seria possível bancar sem furar o teto de gastos.

O chefe da equipe econômica obstruiu os pagamentos sob o argumento de que os utilizaria para o pagamento de dívidas com organismos internacionais.

O que diz o decreto que divide a gestão sobre o OrçamentoÀ exceção da divisão de competências de execução orçamentária entre o Ministério da Economia e a Casa Civil, o decreto uma praxe na administração pública.

“Não como se o presidente tivesse feito isso para tirar poder do Guedes e fortalecer o Ciro. uma decisão para organizar o governo de forma que possamos cumprir o que combinamos, e isso fortalece o governo como um todo”, sustenta um interlocutor palaciano.

A leitura feita pelo núcleo político de que o decreto servirá como um “Freio de arrumação” para o governo.

O decreto permitirá, portanto, que o governo se organize não apenas para cumprir o pagamento do acordo de R$ 600 milhões, bem como outros compromissos que venham a ser firmados dentro do Orçamento de 2022.

“Para alguém ganhar, alguém vai perder. Quem vai arbitrar isso, agora, a Casa Civil. O Guedes sempre procurou ficar dentro dos limites [fiscais], porque tem gente que quer estourar o teto. O estouro do teto o estouro da boiada, que começa por esse negócio de reajuste salarial”, diz um segundo interlocutor do ministro.

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Originalmente Publicado: 14 de Janeiro de 2022 às 12:46

Fonte: Gazetadopovo.com.br