A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite de quinta-feira, 13, que contou com ao menos 150 pessoas presentes, conforme afirmou Victor Dourado, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, que representa cerca de 100 mil médicos no Estado de São Paulo, sendo 60 mil da capital paulista.

O grupo, no entanto, deu o prazo até a próxima segunda-feira, 17, para que a Prefeitura apresente um plano de reposição dos funcionários ausentes, de modo que a paralisação pode ser reavaliada.

Além da sobrecarga com o crescimento de casos do novo coronavírus e de influenza, - que provoca o aumento da procura pelos serviços de saúde -, os profissionais de saúde também estão adoecendo.

“A sobrecarga em cima deles está sendo feita sem o pagamento de horas extras. Essencialmente, o que os médicos pedem não ampliação da jornada, mas que ela seja diminuída porque já estão no limite há um bom tempo. A categoria reivindica a contratação de profissionais para dar conta da demanda de atendimentos”, pontuou.

“Ao longo de 2021, já apontávamos para a necessidade de profissionais serem repostos, pensando na demanda represada - pacientes crônicos com outros problemas de saúde que estavam voltando ao sistema de saúde”, acrescentou o presidente da entidade.

Por sua vez, o Sindicato das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo, que representa as organizações sociais e negocia com aproximadamente 50 sindicatos profissionais, entre eles, o Simesp, emitiu nota manifestando que as negociações trabalhistas estão em andamento e o custeio vai depender de contratos feitos por cada organização social.

“Aos profissionais ligados às OSS, os parceiros iniciarão o cronograma de pagamento de horas extras a partir deste mês e, àqueles da administração direta, que iniciam a partir desta fase da pandemia o atendimento aos sábados, a SMS estará publicando portaria e pagamento de plantão extra”, garantiu a pasta.

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Originalmente Publicado: 14 de Janeiro de 2022 às 11:57

Fonte: Google News