A Anvisa já adiantou que as regras atuais da agência só permitem o registro de autoteste caso haja uma política de saúde pública e estratégia de ação estabelecida pelo Ministério da Saúde.

O governo diz que o autoteste deverá ser utilizado de forma complementar, como estratégia de triagem, o que “Permite a identificação precoce e o isolamento de pessoas infectadas com o vírus SARS CoV-2 que estão assintomáticas, pré-sintomáticas ou com apenas sintomas leves e que podem estar transmitindo vírus sem saber.”

O ministério diz ainda que o autoteste pode ajudar neste momento em que o número de casos tem aumentado muito rapidamente.

E conclui dizendo que “a auto testagem uma estratégia adicional para prevenir e interromper a cadeia de transmissão da Covid-19, juntamente com a vacinação, o uso de máscaras e o distanciamento social. Os autotestes podem ser realizados em casa ou em qualquer lugar, são fáceis de usar e produzem resultados rápidos”.

A pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz Margareth Dalcomo defende o autoteste, mas reforça que fundamental que o governo mantenha controle sobre os dados.

Larissa Bruna, doutora em genética e biologia molecular, diz que o autoteste um aliado para ajudar a conter o vírus.

“Pode ser usado para que as pessoas possam se monitorar e se isolar, antes de algum evento, antes de encontrar algum familiar. A pessoa faria o autoteste e, tendo um resultado positivo, ela se isola e evita se encontrar com pessoas para não contribuir com essa contaminação descontrolada que a gente está vivendo”, ressalta Larissa Bruna.

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Originalmente Publicado: 13 de Janeiro de 2022 às 23:08

Fonte: Globo