WASHINGTON - O líder e fundador da milícia de extrema direita Oath Keepers, Stewart Rhodes, foi preso nesta quinta-feira, 13, e acusado de conspiração sediciosa por organizar um plano para invadir o Capitólio em 6 de janeiro de 2021, informaram autoridades americanas.

Por meio de seus advogados, membros do Oath Keepers que já estão enfrentando acusações disseram que convergiram para Washington pouco antes de 6 de janeiro como parte de uma equipe de segurança contratada para proteger celebridades conservadoras como Roger Stone, aliado de longa data do ex-presidente Donald Trump.

Mas pelo menos quatro membros do Oath Keepers que estavam no Capitólio naquele dia e estão cooperando com o governo juraram em documentos judiciais que o grupo pretendia invadir o prédio com o objetivo de obstruir a certificação final do voto do Colégio Eleitoral.

Em uma carta na época, os investigadores da Câmara observaram que Rhodes havia participado de vários eventos destinados a questionar a eleição presidencial de 2020 durante o outono e o inverno.

No fim de março, o próprio Rhodes reconheceu publicamente que o FBI estava atrás dele, declarando durante um discurso inflamado na fronteira do Texas que o Departamento de Justiça havia realizado uma “Campanha de perseguição” contra seu grupo.

Meses depois de solicitar documentos de mais de uma dúzia de plataformas sociais, a comissão da Câmara que investiga a insurreição do Capitólio emitiu intimações visando Twitter, Meta, Reddit e YouTube.

“Duas questões-chave para a comissão são como a disseminação de desinformação e extremismo violento contribuíram para o ataque violento nossa democracia, e quais medidas - se houver - as empresas de mídia social tomaram para evitar que suas plataformas sejam terreno fértil para radicalizar as pessoas para violência”, disse Thompson na carta.

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Originalmente Publicado: 13 de Janeiro de 2022 às 20:24

Fonte: Google News