Na visão deles, portanto, enganoso afirmar que a variante já representa “o fim da pandemia” ou que ela está por trás apenas de quadros mais leves.

Mas o que faz a ômicron ser tão contagiosa assim? Por que não correto dizer que ela sempre mais branda? E como ficam as vacinas no meio de tudo isso? Veja abaixo o que a ciência já sabe a respeito desta variante.

Vale lembrar aqui que o objetivo da primeira geração de imunizantes contra a Covid-19 nunca foi prevenir a infecção pelo coronavírus, mas, sim, evitar que o quadro evoluísse para as formas mais graves da doença.

“E isso nos leva àquele mesmo problema que enfrentamos no início da pandemia, em que a pressão sobre os serviços de saúde se torna um fator determinante para a gravidade da Covid. Em outras palavras, se o paciente recebe um tratamento adequado, ele eventualmente se recupera. Agora, se faltam recursos humanos e materiais para atendê-lo, o risco de morte maior”, diz o especialista.

O Conselho Nacional de Secretários da Saúde compartilhou um ofício que foi enviado ao Ministério da Saúde em 12 de janeiro, em que a entidade “Reconhece o estabelecimento de uma nova onda de casos de Covid-19 no Brasil, em consequência do rápido avanço da variante ômicron na transmissão comunitária em todas as regiões”.

Os estudos que sugerem um quadro menos grave provocado pela ômicron também serviram para embasar os argumentos de que a variante representaria o fim do túnel da pandemia, como dito pelo próprio presidente Bolsonaro recentemente.

“Ainda não sabemos para que lado a variante ômicron vai depois de se tornar dominante no mundo inteiro. Qual será o próximo passo? Como ela vai evoluir em fevereiro, março e daí por diante? Será que ela continuará nessa trajetória de atenuação ou pode surgir uma variante mais agressiva? Todas essas são perguntas para as quais ainda não temos respostas”, lista.

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Originalmente Publicado: 14 de Janeiro de 2022 às 12:47

Fonte: Globo