Com impacto menor da Black Friday e com os supermercados como principal destaque no mês, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

No acumulado no ano, o varejo tem alta de 1,9%. No acumulado em 12 meses, desacelerou de 2,6% em outubro para 1,9% em novembro, sinalizando redução no ritmo das vendas e perda de dinamismo do setor.

Mesmo com o avanço, mais da metade das atividades tiveram resultado negativo em novembro.

Já o volume de vendas de móveis e eletrodomésticos recuou 2,3%. Também houve queda nos grupos tecidos, vestuário e calçados, combustíveis e lubrificantes e livros, jornais, revistas e papelaria, indicando um impacto menor da Black Friday 2021 nas vendas do varejo no mês de novembro, em meio a antecipação de promoções e também do consumo de alguns produtos.

“O que vimos foi uma Black Friday muito menos intensa, em termos de volume de vendas, do que a de 2020, quando esse período de promoções foi melhor, sobretudo para as maiores cadeias do varejo”, analisa o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

As vendas caíram em novembro em 14 das 27 unidades da federação, com destaque para Paraíba, Piauí e Bahia.

“As atividades varejistas têm sido prejudicadas pela inflação bastante pressionada, salários baixos, aperto das condições financeiras e deslocamento de maior proporção dos gastos das famílias do mercado de bens para serviços. Logo, não interpretamos a surpresa positiva com o desempenho das vendas em novembro como um sinal de reversão de tendência”, avaliou Rodolfo Margato, economista da XP. Na véspera, o IBGE mostrou que o setor de serviços cresceu 2,4% em novembro, após 2 meses seguidos de perdas, ficando 4,5% acima do patamar pré-pandemia.

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Originalmente Publicado: 14 de Janeiro de 2022 às 10:00

Fonte: Globo