Sem decolar nas pesquisas de intenção de voto, o pré-candidato presidência da República Sergio Moro voltou sua metralhadora verbal contra o Grupo Prerrogativas, em entrevista revista Veja publicada nesta sexta-feira.

“Há um grupo de advogados, como esse Prerrogativas, trabalhando pela impunidade de corruptos. Esses mesmos advogados se arvoram de alguma espécie de ética, de alguma espécie de superioridade moral em relação ao Ministério Público e em relação aos juízes que participaram desses casos. No fundo a vergonha está neles”, disse o ex-juiz da finada “Lava jato”.

“Estamos convidando o ex-juiz Moro para um debate público sobre o sistema de Justiça. Queremos saber se ele tem coragem e espírito público para aceitar”, disse o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo.

“Vejo que o clube dos advogados pela impunidade quer debater. Desculpem, mas este um clube do qual não quero participar. Mas debato com o chefe de vocês, o Lula, a qualquer hora, sobre o mensalão e o petrolão”, escreveu em seu perfil no Twitter.

“Moro demonstra profunda deficiência cognitiva em relação ao que seja advocacia, o direito e os direitos. Ao atacar advogados, esquece que cabe a esses a defesa dos direitos, não dos crimes, e revela sua postura profundamente autoritária e extremista de direita”, disse.

Para o criminalista Conrado Gontijo, doutor em direito penal econômico pela USP, os ataques do ex-juiz Sergio Moro ao Grupo Prerrogativas comprovam o seu “Absoluto desapreço pela democracia e pelo direito de defesa”.

“A atuação - enviesada, suspeita, ilegal - dele na condução da lava jato deixava isso muito claro: ele jamais foi juiz. Era um tirano com a toga, que agiu unicamente para a satisfação dos seus inescrupulosos interesses políticos, em desrespeito flagrante lei e Constituição. Suas falas recentes sobre o Grupo e sobre a advocacia apenas confirmam que Sergio Moro não - e nunca foi - digno da menor credibilidade e respeito”.

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Originalmente Publicado: 14 de Janeiro de 2022 às 20:51

Fonte: Conjur.com.br