Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas, cresce também a incidência de pedras nos rins, condição que afeta milhões de brasileiros. Médicos do município de São Carlos alertam para a necessidade de cuidados redobrados durante a estação mais quente do ano. A desidratação leve e a concentração da urina são os principais fatores que explicam o aumento dos casos nesse período.
O que são pedras nos rins?
As pedras nos rins, também chamadas de cálculo renal ou litíase renal, são formações sólidas compostas por minerais e sais que se cristalizam nos rins. Os tipos mais comuns são os de oxalato de cálcio, mas também existem pedras de ácido úrico, estruvita e cistina. Elas podem variar de tamanho, desde grãos de areia até pedras maiores que ocupam toda a cavidade renal.
Por que o verão aumenta o risco?
Durante o verão, a transpiração é maior para regular a temperatura corporal. Se a ingestão de líquidos não for aumentada na mesma proporção, o volume de urina diminui e a concentração de sais fica mais elevada, favorecendo a cristalização. Além disso, a exposição ao sol estimula a produção de vitamina D, que pode aumentar a absorção de cálcio e, em pessoas predispostas, contribuir para a formação de cálculos. Médicos de São Carlos observam que as crises de cólica renal são mais frequentes nos meses de dezembro a março.
Sintomas característicos
Os sintomas das pedras nos rins podem incluir:
- Dor intensa e súbita na região lombar ou lateral (cólica renal);
- Dor que se irradia para a parte inferior do abdome e virilha;
- Náuseas e vômitos;
- Urina com sangue (hematúria);
- Vontade frequente e dolorosa de urinar;
- Febre e calafrios em caso de infecção associada.
Nem sempre a pedra causa sintomas: cálculos pequenos podem ser eliminados espontaneamente sem que a pessoa perceba.
Prevenção: dicas para evitar as pedras nos rins
A prevenção é baseada principalmente na hidratação adequada e em hábitos alimentares equilibrados. Confira as orientações dos especialistas:
- Beba bastante água: O consumo deve ser de 2 a 3 litros por dia, ou mais em dias quentes. A urina clara e em boa quantidade é sinal de hidratação adequada.
- Reduza o sal: O excesso de sódio aumenta a excreção de cálcio na urina, favorecendo a formação de pedras.
- Modere o consumo de proteína animal: Carnes, ovos e laticínios em excesso podem aumentar os níveis de ácido úrico e cálcio.
- Evite bebidas açucaradas: Refrigerantes e sucos industrializados ricos em frutose estão associados a maior risco de litíase.
- Consuma alimentos ricos em citrato: Limão, laranja e outras frutas cítricas ajudam a inibir a cristalização.
- Não exagere em suplementos de cálcio ou vitamina C sem orientação médica.
Tratamento
O tratamento depende do tamanho, localização e composição da pedra. Para pedras pequenas (menos de 5 mm), a recomendação é aumentar a ingestão de água e usar analgésicos para controlar a dor, aguardando a eliminação espontânea. Pedras maiores podem exigir intervenções como litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO), ureteroscopia ou cirurgia percutânea. Em todos os casos, é fundamental procurar um urologista para avaliação individualizada.
Perguntas frequentes sobre pedras nos rins
Não existe uma única causa. Fatores como baixa ingestão de água, alimentação rica em sódio e proteínas, histórico familiar, obesidade e algumas condições metabólicas aumentam o risco. A desidratação é o gatilho mais comum no verão.
Sim. A água dilui as substâncias formadoras de cristais na urina. Manter a urina clara é a medida preventiva mais eficaz e de baixo custo.
Alimentos ricos em oxalato (espinafre, beterraba, chocolate, nozes), sal em excesso, carnes vermelhas e vísceras, além de bebidas com frutose, podem contribuir para a formação de cálculos em pessoas suscetíveis.
Em caso de dor lombar intensa, sangue na urina, febre ou dificuldade para urinar, a avaliação médica é urgente. Mesmo que os sintomas sejam leves, um urologista pode solicitar exames de imagem e orientar a prevenção.