Lira escreveu que a Câmara dos Deputados chegou a aprovar uma proposta que alterava regras para a mudança da cobrança do ICMS para segurar a alta nos preços, mas que acabou engavetada na Casa legislativa vizinha.

A escalada de preços virou um dos principais problemas para o presidente Jair Bolsonaro, que reiteradamente afirma que tributos locais contribuem para a alta.

Neste sábado, Dias divulgou um vídeo no qual afirmou que os estados decidiram descongelar o ICMS porque não houve avanços para a aprovação da reforma tributária, que vinha sendo negociada por governadores e Congresso Nacional, ao mesmo tempo em que a Petrobras reajustava os preços.

Ele também disse que o problema da alta dos preços dos combustíveis não o ICMS. “Primeiro pelo descaso, pelo descaso porque se dizia ali atrás a todo instante que o problema dos preços dos combustíveis era o ICMS aplicado pelos estados. Provamos que não”, disse.

“Segundo lugar: havia ali uma proposta, houve uma reunião com o ministro Paulo Guedes, com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, com o senador Roberto Rocha e ali o objetivo dessa trégua era chegar a um entendimento para a aprovação da reforma tributária. Isso não aconteceu”, disse Dias, que presidente do Fórum dos Governadores.

“Então, se o objetivo era encontrar uma solução e se as portas foram fechadas, então claro, o Fórum dos Governadores reagiu dizendo ‘se não possível ter um entendimento, por que então estamos abrindo mão de receitas para ações com o nosso povo?”.

Em outubro, a Câmara aprovou projeto que muda a regra sobre o ICMS de combustíveis e prevê que o tributo seja aplicado sobre o valor médio dos últimos dois anos para baratear o preço da gasolina.

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Originalmente Publicado: 16 de Janeiro de 2022 às 11:50

Fonte: Uol.com.br