De tão violento que foi o estouro provocado pela erupção, ele gerou uma enorme onda de choque visível nas imagens de satélites meteorológicos que estão entre as mais impressionantes desde que a ciência passou a observar o planeta a partir do espaço.

De acordo com o diretor técnico do Serviço Brasileiro de Observação de Meteoros e colaborador do Olhar Digital, Marcelo Zurita, a onda de choque, basicamente, o som da explosão do vulcão.

Segundo o MetSul, o evento foi tão significativo que o som da explosão do vulcão em Tonga acabou sendo ouvido a centenas de quilômetros de distância.

Para calcular a onda de choque com anomalia de pressão atmosférica, os cientistas usaram como dados: o horário de sua chegada, a distância para a erupção e o horário do evento eruptivo em cerca de 1.300 km/h no Hemisfério Norte.

Como a erupção foi pouco depois da 1h deste sábado, pelo horário de Brasília, e a velocidade estimada de propagação na maioria dos locais foi de 1.000 km/h, a onda de choque provavelmente alcançaria o Brasil cerca de 12 a 13 horas depois.

Repetindo o padrão observado em estações meteorológicas de diferentes países e continentes, o levantamento da MetSul Meteorologia indicou um pico de pressão atmosférica do Sul ao Norte do Brasil nos dados das estações do Instituto Nacional de Meteorologia.

Para ela, o que produziu o padrão de incremento súbito da pressão ao redor das 12h deste sábado foi a chegada da onda expansiva que se propagou pelo planeta a partir da explosão do vulcão no Pacífico Sul.

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Originalmente Publicado: 16 de Janeiro de 2022 às 18:15

Fonte: Olhardigital.com.br