“Se for lançado em uma trajetória normal, ele alcançaria toda a parte continental dos Estados Unidos, e com alguma folga”, afirma Ankit Panda, especialista em segurança da Ásia e do Pacífico do Carnegie Endowment for International Peace, DW. A Coreia do Norte não testava um míssil balístico intercontinental desde 2017, e o ditador Kim Jong-un havia dito em abril de 2018 que Pyongyang “não precisava mais” testar mísseis de longo alcance e armas nucleares, antes de se reunir duas vezes com o então presidente americano Donald Trump.

Pyongyang disse que o lançamento do Hwasong-17 “Mostrará claramente o poder de nossa força estratégica para todo o mundo mais uma vez”, e que a Coreia do Norte estava “Totalmente pronta” para “Conter quaisquer tentativas militares por parte dos imperialistas americanos”.

Com base no que foi visto em desfiles e exibições anteriores, o analista Vann Van Diepen, do 38 North, escreveu antes do teste que a principal qualidade do novo míssil era sua maior capacidade de carga, o que poderia facilitar o lançamento de várias ogivas, ogivas maiores ou mais recursos para penetrar sistemas de defesa antimíssil.

Eles claramente vinham trabalhando para isso nos últimos lançamentos, e já havia uma expectativa crescente de que eles iriam usá-lo para lançar o satélite de reconhecimento, que indicaram que estará ponto em breve", disse Jenny Town, diretora do 38 North, DW. Autoridades em Seul e Washington disseram que os testes de lançamento feitos pela Coreia do Norte em 27 de fevereiro e 5 de março provavelmente envolveram componentes do sistema do Hwasong-17, o que poderia ter sido uma preparação para o teste completo visto na quinta-feira.

A ampliação da capacidade dos mísseis da Coreia do Norte tem o objetivo de dissuadir os EUA. Entretanto, Pyongyang indicou recentemente que suas armas de curto e médio alcance também seriam eficazes contra alvos no Japão e na Coreia do Sul.

“Com o aumento das tensões entre Estados Unidos e China e a piora das relações com a Rússia, há uma sensação crescente que os blocos políticos e ideológicos estão se refazendo e que o Conselho de Segurança da ONU está agora efetivamente paralisado”, disse Town.

“Esse não realmente o tipo de ambiente de segurança no qual se espera que a Coreia do Norte esteja disposta a negociar limites para o desenvolvimento de suas próprias armas”, disse.

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Originalmente Publicado: 25 de Março de 2022 às 20:06

Fonte: Globo