Três dos quatro suspeitos presos no Rio de Janeiro por integrarem uma quadrilha de estelionato de Balneário Camboriú relataram hoje Justiça que sofreram agressões por parte de policiais civis envolvidos na prisão em flagrante, como tapas na cabeça, torções no braço e arma apontada.

O grupo suspeito de aplicar golpes -cujo prejuízo chegou a R$ 1 milhão- a partir do uso de dados coletados na chamada deep web -sites e servidores da internet que não aparecem nas ferramentas de buscas.

“A gravidade da conduta acentuada, já que os custodiados, associados entre si, praticavam crimes graves pelo território nacional, mantendo grupo de WhatsApp para o acerto da prática das condutas”, destacou a juíza Rachel Assad na decisão em que decretou as prisões preventivas.

A magistrada determinou que os três suspeitos que relataram agressões fossem submetidos a exame de corpo de delito.

Ao UOL, o advogado do grupo, Fabio da Silva Manoel, disse que eles negam os crimes e explicou que o trio deveria ter sido encaminhado para o exame de corpo de delito pela autoridade policial -o que não ocorreu.

Um dos suspeitos, que estudante de Direito, dispunha de mais de R$ 493 mil na conta corrente, segundo a polícia.

O inquérito aponta que o quarteto ostentava uma vida de luxo com o uso de carros, motos importadas, lanchas e motos aquáticas.

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Originalmente Publicado: 13 de Maio de 2022 às 19:36

Fonte: Uol.com.br