Foi com gás lacrimogêneo e disparos com balas de borracha que a GCM dispersou dependentes químicos da antiga cracolândia, na praça Princesa Isabel, no centro de São Paulo, na última quarta-feira.

A afirmação do padre Julio Lancellotti e de 16 dependentes que afirmam em vídeo que tiveram barracas, documentos, roupas e cobertores “Jogados no lixo” durante a ação.

Cercado por 16 dependentes químicos que estavam na praça no dia da ação, o padre Julio ironizou afirmações da Prefeitura de São Paulo segundo as quais não houve emprego de violência na operação comandada pela GCM. “A prefeitura disse que foi tudo negociado, tudo pacífico, tudo conversado com eles, que chegou lá e pediu, ‘por gentileza, saiam daqui porque vamos arrumar a praça’. Foi isso o que aconteceu?”, questionou o padre aos dependentes, que relataram “Repressão, uso de gás lacrimogêneo, borrachada”.

Padre Julio, então, diz que os 16 homens ali presentes “Estão com toucas e máscaras porque a Pastoral de Rua está dando pra eles”.

Lancellotti disse que vem tentando contato com a prefeitura, mas “Ninguém atende, e essas pessoas não têm para onde ir”.

Ao UOL, a Secretaria de Segurança Pública afirmou em nota que “As ações realizadas pelo Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura, tem o objetivo de prender traficantes de drogas e proteger a dignidade humana dos dependentes com a oferta de tratamento especializado”.

Diz ainda que a Polícia Civil localizou e prendeu oito traficantes que atuavam na região e que a PM atuou no apoio às ações municipais para limpeza da área.

Este artigo foi resumido em 71%

Originalmente Publicado: 14 de Maio de 2022 às 11:41

Fonte: Uol.com.br