O ministro declarou, nesta sexta-feira 13, que não permitirá “a subversão do processo eleitoral”.

Fachin não mencionou diretamente o presidente Jair Bolsonaro, que dobrou a aposta em declarações que tentam deslegitimar as eleições.

Cobrou, porém, que “Todos os Poderes digam, sem subterfúgios, que vão respeitar o processo eleitoral de outubro de 2022”.

“A nenhuma instituição ou autoridade a Constituição permite poderes que são exclusivos da Justiça Eleitoral. Não permitiremos a subversão do processo eleitoral. E digo, para que não tenham dúvida: para remover a Justiça Eleitoral de suas funções, terão que antes remover este presidente da sua presidência”, disse Fachin durante o Congresso Brasileiro de Magistrados, em Salvador.

Na ocasião, repetiu fake news de que os votos seriam contados em uma “Sala secreta”, na qual “Meia dúzia de técnicos dizem ali no final: ‘Olha, quem ganhou foi esse’”.

Na quinta-feira 12, Fachin reafirmou que o Brasil terá eleições limpas e que “Ninguém e nada interferirá” no processo.

Horas depois, em transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro criticou Fachin e disse não saber “De onde ele está tirando esse fantasma de que as Forças Armadas querem interferir na Justiça Eleitoral”.

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Originalmente Publicado: 13 de Maio de 2022 às 17:46

Fonte: Google News