A troca de comando do Ministério de Minas e Energia, com a escolha de Adolfo Sachsida para substituir Bento Albuquerque, pode levar a mudanças na diretoria da Petrobras.

O presidente da empresa, José Mauro Ferreira Coelho, homem de confiança de Bento, está sob pressão e passa por uma fritura no governo, apenas um mês depois de assumir o cargo.

Bento foi demitido após a Petrobras ter aumentado o preço do óleo diesel nesta semana, dias depois de o presidente pedir ao ex-ministro e a Coelho que não aumentassem o preço durante uma transmissão nas redes sociais.

O presidente não se conforma que a petroleira tenha um lucro bilionário e não possa dar uma “Trégua” nos reajustes durante a guerra da Rússia com a Ucrânia, período de alta volatilidade dos preços internacionais.

Coelho o terceiro presidente da Petrobras no governo Bolsonaro e foi escolha de Bento depois que dois nomes foram descartados - Adriano Pires e Rodolfo Landim - por conflitos de interesse com a indústria de óleo e gás.

Foi Bento que fez a negociação e bancou o nome de Coelho depois de barrar a indicação de Caio Paes de Andrade, secretário especial de desburocratização do Ministério da Economia para a presidência da Petrobras, mesmo depois de o nome dele ter sido aceito por Bolsonaro.

Colega de equipe do novo ministro de Minas e Energia e descartado por Bento, Caio voltou a figurar na lista de nomes para a diretoria da Petrobras.

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Originalmente Publicado: 14 de Maio de 2022 às 06:36

Fonte: Terra.com.br