Os dados enviados pelo Congresso Nacional ao Supremo Tribunal Federal com detalhamento parcial das emendas de relator incluídas nos orçamentos de 2021 e 2022 estão incompletos, mas dão uma dimensão da distribuição nos partidos e nos estados.

As emendas de relator cresceram em volume nos últimos anos e ficaram conhecidas como “Orçamento secreto” devido falta de transparência - ao contrário da maior parte do orçamento federal, o Congresso não tinha obrigação de divulgar os dados dos pedidos feitos e atendidos a cada ano.

Levantamento de g1, GloboNews e TV Globo a partir do material mostra que em apenas três dos partidos com representação no Congresso todos os parlamentares da legenda responderam ao pedido feito pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para informar se haviam feito indicações de valores das emendas e quais foram.

O pedido de Pacheco foi atendido por 340 dos 513 deputados e por 64 dos 81 senadores.

Entre os outros 351, foram 37 os que não apresentaram todos os valores individuais dos “Apoiamentos” que registraram no período.

Estados e DF. Nos documentos encaminhados pelo Congresso ao STF, nem todos os deputados e senadores detalharam quais municípios foram beneficiados com emendas de relator em 2020 e em 2021.

Com base apenas nas informações enviadas voluntariamente pelos 404 parlamentares, os estados de Minas Gerais, Piauí e São Paulo foram os principais destinos das emendas de relator nos últimos dois anos.

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Originalmente Publicado: 15 de Maio de 2022 às 05:00

Fonte: Globo