No entanto, Weber tem assumido uma postura mais contundente nos autos dos últimos processos que relatou e se tornou um dos nomes mais temidos pelos bolsonaristas.

Em setembro, a ministra vai ser empossada como presidente da mais alta Corte do país - no auge da campanha eleitoral de 2022.

Na análise do envolvimento de Bolsonaro no caso da compra do imunizante Covaxin, Rosa Weber negou, em março, um pedido da Procuradoria-Geral da República para arquivar o inquérito que apura se o presidente cometeu crime de prevaricação na negociação da vacina.

Diferentemente do ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, que na última semana deu declarações enfáticas em defesa do processo eleitoral, Weber deve manter uma linha moderada.

A graduação foi concluída em 1971 e, em 1976, Weber já era ministra substituta.

Em 2005, foi indicada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministra do TST. Seis anos depois, a ex-presidente Dilma Rousseff sugeriu o nome da magistrada para ocupar a cadeira deixada pela ministra aposentada do STF Ellen Gracie.

Em 13 de dezembro de 2011, Rosa Weber foi sabatina pelo Senado Federal, onde obteve 57 votos a favor e 14 contra.

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Originalmente Publicado: 15 de Maio de 2022 às 06:00

Fonte: Correiobraziliense.com.br