Pesquisa divulgada pelo instituto Quaest nesta terça-feira, 17 de maio de 2022, encomendada pela revista CartaCapital, mostra que o presidente Jair Bolsonaro (PL) cresceu 4 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior no estado do Rio de Janeiro e alcançou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — ambos com 38% das intenções de voto, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. O resultado representa uma mudança significativa no cenário eleitoral fluminense, que até abril dava vantagem clara ao petista.
Os números da pesquisa
A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 16 de maio, com 1.500 eleitores em 25 municípios do estado do Rio de Janeiro. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro máxima de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. No cenário estimulado para presidente, Lula e Bolsonaro aparecem com 38% cada; Ciro Gomes (PDT) tem 8%; Simone Tebet (MDB) aparece com 3%; e outros candidatos somam 3%. Brancos e nulos representam 7%, e não sabem ou não responderam, 3%. O instituto Quaest utiliza entrevistas presenciais em pontos de fluxo, com controle de cotas por sexo, idade, escolaridade e região, garantindo representatividade da população eleitoral do estado.
Comparação com o levantamento anterior
Em abril, Lula liderava com 40% contra 34% de Bolsonaro. O crescimento de 4 pontos do atual presidente o coloca em posição de igualdade no maior colégio eleitoral do país. O petista oscilou negativamente 2 pontos, dentro da margem de erro. A migração de votos ocorreu principalmente entre eleitores que antes estavam indecisos ou que declaravam voto em outros candidatos. Bolsonaro ampliou seu apoio entre os eleitores do interior do estado, onde sua gestão é mais bem avaliada, enquanto Lula manteve vantagem na capital, mas perdeu força entre os eleitores mais jovens.
Cenário de segundo turno
No cenário de segundo turno, Bolsonaro aparece com 47% contra 44% de Lula, empate técnico. Em abril, Lula vencia por 47% a 44%. A inversão de posições, ainda dentro da margem, sinaliza uma tendência de recuperação do candidato à reeleição entre os fluminenses. A diferença de 3 pontos é inferior à margem de erro de 2 pontos, o que impede afirmações categóricas, mas mostra uma direção favorável a Bolsonaro. Em 2018, o presidente venceu no Rio de Janeiro no segundo turno com 59% dos votos válidos, contra 41% de Fernando Haddad (PT). A vantagem atual, embora dentro da margem, sugere que Bolsonaro pode repetir um bom desempenho se mantiver a tendência de crescimento.
Contexto eleitoral no Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro foi um dos estados onde Bolsonaro obteve vitória em 2018, com 59% dos votos válidos no segundo turno. A pesquisa Quaest sugere que a vantagem do presidente na região metropolitana e no interior pode estar se consolidando, enquanto Lula mantém força na capital e entre o eleitorado feminino. O estado, que tem o segundo maior colégio eleitoral do país, é considerado estratégico para ambos os candidatos. Historicamente, o RJ já elegeu presidentes de diferentes espectros políticos. Em 2014, Dilma Rousseff (PT) venceu no estado no segundo turno por 51,7% a 48,3%. Essa alternância mostra que o eleitor fluminense é volátil e sensível às tendências nacionais e às propostas de campanha.
Análise dos resultados
Os números indicam uma recuperação consistente de Bolsonaro entre o eleitorado fluminense, fenômeno observado também em outros estados segundo pesquisas nacionais. A polarização entre os dois candidatos se acentua, enquanto Ciro Gomes e Simone Tebet seguem com intenções de voto estáveis, mas distantes do topo. A pesquisa reforça a tendência de que a disputa no Rio será acirrada, com ambos os candidatos concentrando esforços no estado. O crescimento de Bolsonaro pode estar associado a medidas econômicas anunciadas recentemente, como o aumento do Auxílio Brasil e a redução de impostos sobre combustíveis, além da presença frequente do presidente em agendas no estado. Já Lula aposta na rejeição ao governo e na lembrança de seu mandato anterior para recuperar votos perdidos.
Repercussão política
Nas redes sociais e na imprensa, a pesquisa foi amplamente repercutida. A campanha de Bolsonaro comemorou o crescimento, enquanto a equipe de Lula destacou que o empate está dentro da margem de erro e que o petista mantém vantagem em outros estados. Cientistas políticos apontam que o resultado pode refletir o impacto de medidas econômicas recentes e a presença do presidente em eventos no estado. O termo "Quaest" ficou entre os assuntos mais comentados no Twitter, com apoiadores e críticos discutindo os números. A cobertura da imprensa destacou que a pesquisa acirra ainda mais a disputa pela Presidência, mostrando que a eleição no Rio será um campo de batalha decisivo.
Principais pontos da pesquisa
- Bolsonaro cresce 4 pontos e empata com Lula no RJ (38% a 38%)
- Margem de erro: 2 pontos percentuais
- Nível de confiança: 95%
- 1.500 eleitores ouvidos em 25 municípios
- Registro no TSE: BR-07791/2022
- Pesquisa encomendada por CartaCapital
Perguntas frequentes sobre a pesquisa
- Quem encomendou a pesquisa Quaest?
- A pesquisa foi encomendada pela revista CartaCapital como parte de sua cobertura eleitoral, com o objetivo de aferir as intenções de voto no estado do Rio de Janeiro.
- Qual a margem de erro?
- A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.
- Quando a pesquisa foi realizada?
- Entre os dias 13 e 16 de maio de 2022.
- Quantos eleitores foram entrevistados?
- Foram entrevistados 1.500 eleitores em 25 municípios fluminenses, selecionados de forma a representar a população do estado.
- O que significa empate técnico?
- Empate técnico ocorre quando a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro, não permitindo afirmar quem está à frente com segurança estatística.
- Qual a data de registro no TSE?
- O registro é BR-07791/2022.
- Como a pesquisa Quaest é realizada?
- A Quaest realiza entrevistas presenciais em pontos de fluxo, com questionário estruturado aplicado por entrevistadores treinados. A seleção dos entrevistados é aleatória, com controle de cotas por sexo, idade, escolaridade e região. Após a coleta, os dados são ponderados para refletir a composição demográfica do eleitorado, garantindo representatividade.
- Por que o Rio de Janeiro é importante para as eleições presidenciais?
- O Rio de Janeiro possui o segundo maior colégio eleitoral do país, com mais de 12 milhões de eleitores. Historicamente, o estado oscila entre diferentes forças políticas, sendo um termômetro importante do cenário nacional. Os candidatos investem pesado no estado, e o resultado no RJ pode ser decisivo para a definição da corrida presidencial, especialmente em um eventual segundo turno.
Fonte: CartaCapital