A intensa onda de calor que atingiu o Brasil no final de 2023 não só quebrou recordes de temperatura como também impactou diretamente o bolso dos consumidores. Segundo reportagem da Folha Vitória, o preço dos aparelhos de ar-condicionado subiu três vezes mais que a inflação no período, pressionando o orçamento de quem buscou refúgio contra o calor extremo.
O verão de 2023 foi marcado por temperaturas excepcionalmente elevadas em grande parte do território brasileiro, com sensações térmicas acima dos 50°C em algumas cidades. O fenômeno, agravado pelos efeitos do El Niño e pelas mudanças climáticas, fez com que a procura por sistemas de refrigeração disparasse em todo o país. Lojas de eletrodomésticos e redes varejistas registraram aumento expressivo nas vendas de ar-condicionado, ventiladores e climatizadores.
A alta demanda, combinada com custos logísticos e a valorização de componentes eletrônicos no mercado internacional, pressionou os preços para cima. Enquanto a inflação medida pelo IPCA se mantinha em patamares relativamente controlados, os preços dos aparelhos de ar-condicionado apresentaram elevação bem acima da média dos demais produtos. A diferença, de acordo com o levantamento da Folha Vitória, chegou a três vezes o índice oficial de inflação acumulado no ano.
Para os consumidores que pretendem adquirir um ar-condicionado, especialistas recomendam pesquisar preços em diferentes lojas, considerar modelos com maior eficiência energética — que consomem menos eletricidade — e, se possível, programar a compra para períodos de menor demanda, quando os valores tendem a ser mais baixos. A onda de calor também acendeu alertas sobre os cuidados com a saúde, especialmente para idosos e crianças, e reforçou o debate sobre os impactos das mudanças climáticas no dia a dia da população brasileira.