Com o aumento de casos de dengue no Distrito Federal, o movimento nas tendas montadas pela Secretaria de Saúde em nove regiões administrativas foi alto, ontem, principalmente em Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol e em Samambaia, onde a reportagem ouviu relatos de quem estava com sintomas da doença.

Segundo o Boletim Epidemiológico da dengue divulgado pela SES, com dados de 31 de dezembro a 20 de janeiro, o Distrito Federal atingiu cerca de 16 mil casos prováveis nesse período, o que representa aumento de 646% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a pasta registrou 2,1 mil casos.

Para Benilson, não tem quem não fique com medo diante desse surto de dengue no DF. “No meu prédio, tem todo o cuidado, mas, mesmo assim, tem muito pernilongo. Sempre ficamos em dúvida de qual o mosquito comum e qual o da dengue. Então, dá medo com esse aumento de casos”, comenta.

O motorista de transporte por aplicativo Edson Bispo Mangueira, 57, lembra com ironia que, no ano passado, costumava deixar pacientes com suspeita de dengue nas unidades de saúde, e ontem ele virou um paciente.

O idoso se preocupa com a proliferação de pragas e insetos em meio ao lixo acumulado, principalmente por morar com a esposa, 63, duas netas, de 8 anos, e a mãe, 94.

O diagnóstico precoce e o acesso a cuidados médicos adequados limitam as taxas de mortalidade da dengue para abaixo de 1%. No entanto, como ainda não existe tratamento específico para essa arbovirose, as precauções devem ser levadas com seriedade para evitar a reprodução dos pernilongos.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde do DF informou que segue com atendimento a pacientes com dengue nas tendas montadas nas administrações regionais e UBSs, para casos simples da doença.

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Originalmente Publicado: 24 de Janeiro de 2024 às 07:00

Fonte: www.correiobraziliense.com.br