A cidade de Belo Horizonte registrou um óbito suspeito de dengue que está sendo investigado pela Secretaria Municipal de Saúde. O caso, divulgado pelo jornal Estado de Minas, acende um alerta para a população e para as autoridades, em meio ao aumento expressivo de notificações da doença no início de 2024.

O Caso em Investigação

A suspeita de morte por dengue em Belo Horizonte gerou grande preocupação entre os moradores e as autoridades sanitárias. A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de Belo Horizonte confirmou que está conduzindo uma investigação rigorosa para determinar a causa exata do óbito. A vítima apresentava sintomas compatíveis com a dengue antes de falecer, e exames laboratoriais estão sendo realizados para confirmar ou descartar a doença.

A investigação inclui a coleta de amostras de sangue e tecidos, que serão analisadas por laboratórios de referência. A identificação do sorotipo do vírus, caso a dengue seja confirmada, é fundamental para entender o perfil da circulação viral na cidade e direcionar as ações de vigilância epidemiológica e controle do vetor Aedes aegypti.

Situação da Dengue em Belo Horizonte

Belo Horizonte, assim como diversas cidades brasileiras, enfrenta um período de alta transmissão de dengue. O calor e as chuvas típicas do verão criam condições ideais para a proliferação do mosquito transmissor. De acordo com boletins epidemiológicos recentes, a capital mineira registrou um aumento significativo no número de casos prováveis da doença nas primeiras semanas de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) tem intensificado as visitas domiciliares dos agentes de combate a endemias e realiza mutirões de limpeza em regiões com maior incidência de criadouros. No entanto, a colaboração da população é essencial para eliminar os focos do mosquito dentro das casas e nos locais de trabalho. A dengue é uma doença infecciosa febril aguda, que pode ser de curso benigno ou grave, e a prevenção ainda é a melhor arma contra a doença.

Sintomas da Dengue

É crucial que a população conheça os sintomas da dengue para buscar atendimento rapidamente. Os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras doenças virais, mas a febre alta e as dores no corpo são características marcantes. Os principais sintomas incluem:

  • Febre alta (acima de 38°C), geralmente com início súbito.
  • Dor de cabeça intensa, principalmente atrás dos olhos (dor retroorbital).
  • Dores no corpo e nas articulações, cansaço e fraqueza.
  • Mal-estar generalizado, perda de apetite, náuseas e vômitos.
  • Manchas vermelhas na pele (exantema), que podem aparecer após o início da febre.

Além dos sintomas comuns, é preciso ficar atento aos sinais de alarme, que indicam a progressão para a forma grave da doença, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas (nariz, gengivas), tontura e queda de pressão arterial. Nesses casos, a busca por atendimento médico deve ser imediata. A hidratação oral e a supervisão médica são essenciais para uma boa recuperação.

Prevenção e Combate ao Mosquito

A principal forma de prevenção da dengue é eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti. O mosquito se reproduz em água parada, limpa ou suja. Medidas simples no dia a dia fazem toda a diferença:

  • Eliminar água parada em vasos de plantas, pneus velhos, garrafas, latas e recipientes descartáveis.
  • Manter caixas d'água, tonéis, barris e poços bem fechados e vedados.
  • Limpar calhas e lajes para evitar o acúmulo de água.
  • Colocar areia nos pratos de vasos de plantas ou lavá-los com escova semanalmente.
  • Guardar garrafas e latas vazias de cabeça para baixo.
  • Manter lixeiras tampadas e secas, e cobrir adequadamente piscinas e tanques.

A população também pode utilizar repelentes, mosquiteiros e telas nas janelas como barreiras físicas contra o mosquito. A prevenção é uma responsabilidade de todos e faz a diferença na luta contra a dengue, zika e chikungunya.

Vacinação contra a Dengue

A vacinação é uma ferramenta importante no combate à dengue. A vacina Qdenga (TAK-003) está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações pela doença. A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses, e protege contra os quatro sorotipos do vírus.

A incorporação da vacina no SUS representa um avanço significativo na prevenção, mas não substitui as medidas de controle do mosquito. É fundamental que o público-alvo procure uma unidade de saúde para se vacinar e completar o esquema vacinal.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que devo fazer se tiver sintomas de dengue?
Procure uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou Centro de Saúde mais próximo para avaliação médica. Não se automedique, pois alguns remédios podem agravar o quadro.

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico e pode ser confirmado por exames de sangue específicos, como NS1, sorologia (IgM/IgG) e PCR, dependendo do tempo de início dos sintomas.

A dengue tem cura?
Sim, a dengue tem cura. O tratamento é baseado em hidratação adequada (oral ou venosa) e alívio dos sintomas, sempre com acompanhamento médico.

Quantas vezes uma pessoa pode pegar dengue?
Uma pessoa pode ser infectada até quatro vezes, uma para cada sorotipo do vírus (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4). Por isso, a prevenção contínua é tão importante.