O padre Kelmon Luís da Silva Souza, que ficou conhecido nacionalmente ao ser candidato à Presidência da República em 2022 pelo PTB, anunciou sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2024. A informação foi divulgada pelo jornal Estado de Minas.

Kelmon, que substituiu Cristiane Brasil na disputa presidencial após a desistência dela, obteve 0,07% dos votos válidos, ficando em 10.º lugar. Desde então, o religioso tem mantido atividade política e presença em redes sociais, com discurso conservador e alinhado a pautas cristãs.

Quem é Padre Kelmon?

Padre Kelmon nasceu em Salvador (BA) e é formado em teologia e filosofia. Antes de entrar na política, atuou como padre na Igreja Católica e posteriormente se aproximou de partidos de direita. Em 2022, foi convidado pelo PTB para assumir a candidatura presidencial do partido após a Justiça Eleitoral indeferir o registro de Cristiane Brasil. A partir daquele momento, ganhou projeção nacional, ainda que com uma campanha curta e sem grande exposição na mídia tradicional.

A candidatura presidencial de 2022

A campanha presidencial de Padre Kelmon foi marcada por controvérsias. Sua presença nos debates foi questionada por adversários, que argumentavam que ele não tinha representatividade política para ocupar o palanque. Mesmo assim, ele defendeu abertamente o governo de Jair Bolsonaro e pautou seu discurso em valores cristãos, liberdade econômica e direito ao porte de armas. Nas urnas, recebeu aproximadamente 35 mil votos, suficientes para colocá-lo na décima colocação entre os 11 candidatos.

O desempenho, embora modesto, consolidou sua imagem entre eleitores conservadores e religiosos, que viram nele um representante das pautas morais. Após a eleição, Kelmon continuou ativo nas redes sociais, participando de eventos e manifestações políticas.

Anúncio da pré-candidatura em São Paulo

Em 1.º de fevereiro de 2024, Padre Kelmon usou suas redes sociais para comunicar que lançaria sua pré-candidatura à prefeitura de São Paulo. Na publicação, afirmou que a decisão foi tomada após conversas com lideranças políticas e religiosas, e que pretende disputar o cargo para oferecer uma alternativa conservadora na maior capital do país.

“São Paulo precisa de um prefeito que defenda a família, a liberdade e os valores cristãos. Estou me colocando à disposição para essa missão”, escreveu. O anúncio foi repercutido por veículos de imprensa, incluindo o Estado de Minas, que destacou a novidade na corrida eleitoral paulistana.

Reações e cenário eleitoral

A pré-candidatura de Kelmon ocorre em um ambiente político já movimentado em São Paulo. O atual prefeito Ricardo Nunes (MDB) busca a reeleição, e diversos outros nomes já se lançaram ou são cotados para a disputa. Entre eles, figuras da direita e do centro, como o deputado federal Kim Kataguiri (União) e o apresentador José Luiz Datena (ainda sem partido definido).

Analistas políticos avaliam que a entrada de Padre Kelmon pode fragmentar ainda mais o campo conservador, mas também pode canalizar o voto de eleitores insatisfeitos com as opções tradicionais. A campanha promete focar em pautas como segurança pública, combate à corrupção e liberdade econômica, embora ainda não tenha apresentado propostas detalhadas para a cidade.

Desafios da pré-candidatura

Para oficializar sua candidatura, Kelmon precisará do apoio de um partido político com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e estrutura para cumprir as exigências legais, como a arrecadação de recursos e a obtenção de tempo de propaganda gratuita. O PTB, legenda pela qual concorreu à presidência, enfrenta instabilidade jurídica, o que pode obrigá-lo a buscar outra sigla.

Além disso, a falta de exposição na TV e o desconhecimento de seu nome entre o eleitorado paulistano são obstáculos significativos. Por outro lado, sua base digital e o apelo entre evangélicos podem lhe dar algum fôlego, especialmente se conseguir alianças com lideranças religiosas locais.

Principais pontos da pré-candidatura

  • Anúncio feito pelo próprio padre em redes sociais no dia 1.º de fevereiro de 2024.
  • Disputa pela Prefeitura de São Paulo nas eleições de outubro de 2024.
  • Kelmon foi candidato à Presidência em 2022 e obteve 0,07% dos votos.
  • Discurso conservador e alinhado a pautas cristãs.
  • Necessidade de partido político para registro da candidatura.
  • Possível base eleitoral entre evangélicos e conservadores.

Perguntas frequentes

Quem é Padre Kelmon?

Padre Kelmon Luís da Silva Souza é um padre e político brasileiro, conhecido por ter sido candidato à Presidência da República em 2022 pelo PTB. Agora, ele se lança como pré-candidato à Prefeitura de São Paulo.

Por que ele se tornou conhecido?

Ele ganhou destaque nacional ao substituir Cristiane Brasil na corrida presidencial de 2022, participando de debates e defendendo pautas conservadoras, mesmo com uma campanha curta e baixa votação.

Quais são suas principais bandeiras?

Kelmon defende valores cristãos, liberdade econômica, direito ao porte de armas, segurança pública e combate à corrupção. Seu discurso é voltado para o eleitorado de direita e religioso.

Quais as chances de vencer a eleição em São Paulo?

A maioria dos analistas considera que sua candidatura é de nicho, com chances reduzidas de vitória devido à falta de estrutura partidária, tempo de TV e exposição. No entanto, ele pode obter uma votação expressiva entre segmentos conservadores e influenciar o debate político na capital.

Como a candidatura foi recebida?

O anúncio gerou repercussão nas redes sociais e na imprensa, com opiniões divididas entre apoiadores, que celebram a opção conservadora, e críticos, que questionam sua viabilidade e preparo para administrar a maior cidade do país.

Conclusão

A pré-candidatura de Padre Kelmon à Prefeitura de São Paulo adiciona um novo nome à já movimentada disputa municipal. Embora sua viabilidade eleitoral seja incerta, o movimento demonstra a continuidade de sua ambição política após a participação nas eleições presidenciais. Nos próximos meses, as alianças partidárias e o registro oficial dirão se ele estará de fato na cédula de outubro.